Dia a dia

Zumbi e Armando Mendes são bairros de maior potencial de infestação do Aedes Aegypti

LIRAa – método de amostragem simples cujo objetivo é apresentar o grau de infestação pelo Aedes Aegypti: Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e Zica vírus- foto: divulgação

LIRAa – método de amostragem simples cujo objetivo é apresentar o grau de infestação pelo Aedes Aegypti: Febre Amarela, Dengue, Chikungunya e Zica vírus- foto: divulgação

Apesar da classificação de médio risco quanto a infestação e transmissão de doenças como dengue, zika e frebre chikungunya, causadas pelo mosquito Aedes Aegypti, Manaus continua com grande potencial de infestação predial. De acordo com o 2º Levantamento Rápido de Índice de Aedes aegypti (LIRAa), divulgado nesta terça-feira (1), pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), no geral a cidade apresenta o índice de 1,4, para cada cem casas, enquanto no mesmo período do ano passado a média foi de 2,9.

Os bairros Zumbi e Armando Mendes, ambos na Zona Leste, foram apontadas como as localidades com os maiores riscos de infestação, por conta da quantidade de mosquitos. Mas, quando são levadas em consideração as notificações de casos suspeitos e quantidade de criadouros propícios à proliferação do Aedes Aegypti, o número de bairros com alto risco cresce para 22, como afirmou a diretora do Departamento de Vigilância Ambiental e Epidemiológica da Semsa, Angélica Tavares. “Situações como essas aumentam a vulnerabilidade da população por conta do potencial muito grande de infestação”, afirmou.

A pesquisa realizada entre dias 9 e 25 de novembro realizou visitas em 29,8 mil imóveis, localizados em todos os bairros da área urbana de Manaus. Com índice médio de 2,9 no universo de cem domicílios, o distrito Leste foi classificado como o de maior risco na cidade, com 7 bairro apontados como médio risco, dois como baixo e dois como de alto risco.

Os principais depósitos dos ovos do mosquito identificados no levantamento foram depósitos de água para consumo no nível do solo como bacias, camburões e tanques, e lixo acumulados nos quintais.

Com esse quadro, o titular da Semsa, Homero de Miranda Leão Neto, disse que o planejamento de ações de combate começará pela população com a proposta de que se diminuam os criadouros, a recepção dos agentes comunitários para futuros levantamentos – principalmente nos condomínios –, o adiantamento do pré-natal por parte das gestantes e aos primeiros sintomas, procurar as Unidades Básicas de Saúde.

Para combater o risco de infestação e transmissão das doenças causadas pelo mosquito, Leão informou que o Estado e o município anunciarão as ações em conjunto, nesta quarta-feira (2), às 9h, no auditório da sede do governo do Amazonas. “Manaus tem um alto risco sim, principalmente pela prática que adotamos nas nossas casas de armazenar água em depósitos destampados. Por isso estamos alertando a população para minimizarmos os impactos causados pela chagada do período de chuva, que é quando ocorre a eclosão dos ovos depositados pelo Aedes Aegypti”, explicou.

Ao chamar a população para o combate, o secretário observou que baixou uma portaria na Semsa para responsabilizar os gestores sobre a identificação e combate aos focos do mosquito nas unidades de saúde entre outros departamentos ligados a pasta. E com base nela, afirmou vai sugerir ao prefeito Arthur Neto e ao governo José Melo que façam algo semelhante para que todos os órgãos dos ententes federados comecem a limpeza pelas estruturas, inclusive áreas como praças, chafarizes e monumentos.

Redução do índice predial

A redução do índice predial apontado pelo LIRAa 2015, por sua vez, foi explicada pelo melhoramento da distribuição de água encanada em muitos bairros da cidade, mutirões de limpeza, bem como pela ação do clima, que neste ano tem apresentado altas temperaturas, conforme explicou o técnico da subsecretaria de gestão em saúde da Semsa Romeo Fialho.

“O Aedes Aegypti é muito sagaz. Os índices baixaram, mas temos que tomar cuidado porque ele se aproveita das nossas fragilidades. Por isso é importante que a população faça a sua parte”, disse.

A subsecretária de gestão em saúde, Lubélia Sá Freire, lembrou que há anos o Ministério da Saúde começou a campanha 10 Minutos Contra Dengue. Ela avaliou que esse é o tempo suficiente, pelo menos uma vez por semana, para que as famílias eliminem nas suas residências os possíveis focos do mosquito, principalmente nesse período chuvoso.

Ela observou ainda que, durante a ação conjunta o governo e município, devem levar as ruas ações de controle mecânico, biológico e químico a partir do uso do ‘fumacê’.
O chefe do departamento de vigilância ambiental da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS), Cristiano Fernando da Costa, disse que no Estado há uma equipe de controle formada pela parceria com o Corpo de Bombeiros, que realiza constantes vistorias em escolas e hospitais, por exemplo. E a meta é criar várias brigadas de combate e controle do mosquito.

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