Dia a dia

Zonas Norte e Leste de Manaus têm o maior índice criminal

Para o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, a apreensão de armas de fogo é fundamental para a redução de crimes na cidade – foto: Marcio Melo

Para o secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, a apreensão de armas de fogo é fundamental para a redução de crimes na cidade – foto: Marcio Melocrimes

Dados divulgados pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), nesta segunda-feira, apontam uma queda de 13% nos casos de homicídios em Manaus, em comparação ao mesmo período do ano de 2015. De acordo com o levantamento de janeiro a abril do ano passado foram registrados 316 homicídios. Esse ano foram apenas 274. O levantamento aponta ainda, um aumento no número de apreensão de armas de fogo, que ano passado, no mesmo período foi de 193. Neste ano, de janeiro a abril foram apreendidas 253.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar do Amazonas, coronel Rubens de Sá, a maioria dos armamentos apreendidos vêm de operações de rotina ou pontuais realizadas por meio do patrulhamento ostensivo. “A Polícia Militar fez um estudo onde constatamos as manchas criminais, locais que vem sendo alvos de delitos na cidade. Nessas áreas, estamos realizando barreiras fixas e móveis. Um dos resultados desse trabalho está sendo a retirada de circulação de armas que são usadas, na maioria das vezes, para praticar assaltos”, explicou.

Ainda segundo ele, as Zonas Norte e Leste são as mais preocupantes e possuem o maior histórico de mancha criminal. Porém o bairro Santa Etelvina, na Zona Norte, vem sendo observado e patrulhado com mais intensidade, devido ao grande número de crimes na área. “Realmente essas zonas são bem preocupantes, mas houve esse estudo da Polícia Militar junto com todo o sistema de segurança e conseguimos detectar essas manchas criminais. E agora tivemos resultado positivo com a diminuição dos crimes.

Rubens de Sá chamou a atenção para o fato de que, devido aos trabalhos intensos da polícia, houve uma migração dos criminosos para outros bairros da cidade, que já estão sendo monitorados pelas equipes que atuam em todo o sistema de segurança pública. “Esse estudo é constante, porque todo tempo a mancha criminal munda de local.  Os bairros que mais se destacaram em manchas criminais foram o Terra Nova, Novo Israel, Santa Etelvina, Jorge Teixeira, Cidade de Deus e Tancredo Neves, mas conseguimos essa redução satisfatória”, disse.

De acordo com o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, a apreensão de armas é fundamental para a redução de crimes, já que na maioria dos assaltos, os criminosos utilizam revólveres para praticar os crimes mais violentos. “A gente atribui essa diminuição de homicídios com o fato de muitos traficantes estarem detidos em presídios federais. Esses crimes violentos na cidade estão ligados a crimes violentos ao narcotráfico e suas ramificações, pelo menos em torno de 70 a 80%”, comentou.

Fontes ressaltou, que além dos homicídios, houve diminuição nos casos de roubos e furtos, com exceção do latrocínio (roubo seguido de morte) que registrou 11 casos de janeiro a abril desde ano, contra apenas quatro no mesmo período de 2015. “O aumento do latrocínio nos parece de certa forma muito mais fruto da crise, do que propriamente dessa migração da mancha criminal. Temos, obviamente, gente que vendia droga e agora está assaltando, então temos mais assaltantes nas ruas. Temos uma dificuldade de tirar das ruas esses assaltantes, porque enquanto eles não são latrocidas a gente não pode nem dizer se quer, que eles são assaltantes. Porque se você os encontrar só com arma de fogo eles tem porte, isso é uma dificuldade para nós. Mas estamos com patrulhamento ostensivo para reprimir essas pessoas que estão saindo para assaltar”, afirmou.

Fuga em massa

Com relação aos 39 presos que escaparam do Centro de Detenção Provisória Masculina (CDPM), no quilômetro 8, da BR-174 (Manaus – Boa Vist), no dia 4 deste mês, Sérgio Fontes, informou que as buscas pelos que ainda não foram recapturados é prioridade para a polícia.

Por Michelle Freitas

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