Economia

Zona Franca vive ‘centelha’ de uma possível retomada

Empresas voltaram para desfrutar dos incentivos fiscais do modelo de Manaus, enquanto Suframa estuda o retorno de outras - foto: reprodução

Empresas voltaram para desfrutar dos incentivos fiscais do modelo de Manaus, enquanto Suframa estuda o retorno de outras – foto: reprodução

A capital amazonense sempre atraiu olhares de cobiça por conta das indústrias que o atual modelo agrega, com a renúncia fiscal. Nesse rumo a Zona Franca de Manaus (ZFM) dá sinais de que, mesmo diante da crise, continua atrativa para investidores, uma vez que três grandes empresas que haviam abandonado o modelo retomaram as suas operações em Manaus, o que gerou, aproximadamente, 1,8 mil novos empregos, de acordo com dados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

As empresas que voltaram para o PIM foram a tawianesa TPV (produz as marcas Philips e AOC), que encerrou a produção de São Paulo, e a Positivo,  que trasnsferiu toda a produção de Curitiba. O sinal fica mais forte quando se tem a perspectiva de que outras grandes indústrias voltem à capital amazonense, até 2017, para usufruir dos incentivos fiscais. A expectativa é da titular da Suframa, Rebecca Garcia, que coordenada estudos sobre formas de atrair os investimentos para o PIM.

Segundo Rebecca, um dos motivos para o retorno é redução de até 88% do Imposto de Importação (II) sobre os insumos destinados à industrialização, bem como a restituição parcial ou total de 55% a 100% do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

A atratividade do modelo, para Rebecca, se dá pelos estudos realizados por empresas antes de instalar em um determinado lugar. O que, segundo ela, comprova a boa aceitação de Manaus por conta do modelo competitivo. “A experiência que diversas outras empresas têm ou tiveram ao longo do tempo instaladas em Manaus, mostra que o modelo é competitivo. E isso é vantajoso para o empresário. Temos a certeza que as decisões foram lógicas e o retorno de algumas delas é uma demonstração clara”, avalia.

A respeito das inúmeras dificuldades, como a logística do Polo Industrial de Manaus (PIM), a superintendente afirma que os incentivos apresentados compensam custos e investimentos na cidade. “Temos duas principais maneiras de realizar fretes logísticos em Manaus. O aéreo e o fluvial e, apesar de tudo, ainda compensa e muito, caso contrário, essas empresas não iriam investir novamente”, argumenta.

O presidente do Centro das Indústrias do Estado Amazonas (Cieam), Wilson Périco, explica que o valor dos impostos cobrados, ainda é a principal vantagem da ZFM. “Muitas empresas estão investindo no nosso modelo. Isso permite que as fábricas atendam o mercado nacional. Colocando na balança, o incentivo é o principal atrativo, tanto federal quanto estadual. No entanto, é preciso comparar, pois cada imposto depende da influência sob cada segmento produzido”, aponta.

 

Fundo do poço

Para o consultor de empresas Teruaki Yamagishi, a vinda de empresas para o PIM, em meio à crise, limpa o nome de Manaus em relação a outras capitais. “É estranho a chegada dessas empresas, pois a crise é grande. Acredito que os incentivos fiscais sempre representaram vantagens quando comparamos com outras cidades do Brasil. E os problemas com relação ao transporte e comunicação acabam sendo mínimos e essa vinda é boa para a divulgação do modelo”, comenta.

 

Por Luis Henrique Oliveira

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