Dia a dia

Zika vírus: sobe o número de casos suspeitos em Manaus

 Ainda não foi registrado nenhum caso de microcefalia relacionada à doença em Manaus- foto: divulgação


Ainda não foi registrado nenhum caso de microcefalia relacionada à doença em Manaus- foto: divulgação

Sobe para 169 os casos suspeitos de zika vírus em Manaus. Sendo que, deste total, 26 casos investigados são em mulheres grávidas, segundo o último boletim da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), emitido no dia 21 deste mês. A doença que vem provocando centenas de casos de microcefalia no país é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, responsável também pela transmissão da dengue e da febre chikungunya.

De acordo com o órgão, o relatório do monitoramento que é realizado diariamente, aponta que das 169 suspeitas de zika vírus, 149 estão em investigação. A Semsa destaca que ainda não há nenhuma confirmação da doença em gestante. No Amazonas, até o momento, apenas dois casos foram confirmados. Ainda segundo o órgão, os materiais já foram colhidos, mas a confirmação dos casos pela Fundação FioCruz só será divulgada após 60 dias.

“Estamos trabalhamos como se todos os casos fossem verdadeiros e já confirmados. Neste primeiro momento, nossa ação é de fazer o bloqueio, independente do resultado. Esse processo é feito com firmeza para não deixar que os casos se multipliquem”, disse a subsecretária municipal de Gestão da Saúde, Lubélia Sá Freire.

Já a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) descartou a possibilidade do primeiro caso de microcefalia na capital. O órgão informou que, uma das grávidas com suspeita de zika vírus e que vinha sendo acompanhada pelo órgão e pela Semsa, teve bebê na última sexta-feira (22), às 17h50, na maternidade Ana Braga. O titular da Susam, Pedro Elias de Souza, informou que a criança, do sexo feminino, é saudável e não apresenta indício de microcefalia, com perímetro cefálico medindo 34 cm, considerado normal. O parto foi cesariano, sem intercorrência e com acompanhamento do pai, na sala de cirurgia. Mãe e filha passam bem.

Orientação

Lubélia Freire destacou que a população deve ficar atenta aos sintomas do zika que podem ou não se manifestar. Ela ressalta que 70% dos casos da doença são assintomáticos e passam, muitas vezes, despercebidos. “Digamos que essa doença é traiçoeira e que, em alguns casos, os pacientes não sentem nada, o que dificulta o diagnóstico precoce”, relatou.

Ela destacou ainda que o estado febril pode se aparecer nas três doenças transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, fato que deve ser levado em consideração pela população. A subsecretária orienta que, ao perceber esse sintoma, o paciente procure imediatamente o serviço de saúde para ser avaliado por um profissional que está capacitado para realizar um diagnóstico inicial.

Sobre as diferenças entre as três doenças, a enfermeira explica que os sintomas do zika são febre baixa, dor de cabeça, lesões com pontos brancos e vermelhos na pele, dor nas cosas e olhos vermelhos. Já na chikungunya apresenta febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo, dores intensas e inchaço nas articulações, principalmente de pé e mão, além e dores musculares. Nos casos de dengue é comum o paciente apresentar febre alta, dor de cabeça, manchas vermelhas no corpo, dor nas articulações, dor atrás dos olhos, tontura, náuseas e vômitos, perda de peso, fraqueza, sangramento no nariz e na gengiva.

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