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Zanetti descarta medalha de equipe brasileira na Rio-2016

Arthur Zanetti- Ginasta

O atleta esteve na sabatina olímpica da Folha de S.Paulo, com os repórteres Marcel Rizzo e Paulo Roberto Conde. foto: divulgação.

Apesar de ter tido um 2015 excelente, o ginasta Arthur Zanetti, 25, disse nesta quinta (17) que é impossível uma medalha da equipe masculina de ginástica na Rio-2016.

O atleta esteve na sabatina olímpica da Folha de S.Paulo, com os repórteres Marcel Rizzo e Paulo Roberto Conde.

Além de conquistar a medalha de ouro nas argolas na Olimpíada de 2012, em Londres, Zanetti também foi campeão no aparelho no Mundial de 2013, na Bélgica, e no Pan de 2015, em Toronto.

Neste ano, ajudou a seleção masculina do Brasil a conquistar a vaga inédita por equipes para a Olimpíada de 2016, no Rio.

O ano de 2015

“Este ano foi excelente para a ginástica masculina, que fez história. Pela primeira vez conseguimos uma vaga para as Olimpíadas. Foi incrível tanto pessoalmente como em equipe. Esse tem sido nosso pensamento e objetivo há quase dois anos.

O treinamento mudou um pouco. Em relação a 2012 teve uma diferença, pelo fato de, em equipe, eu fazer solo e salto, também. Não vou dizer que deixei de treinar argolas, mas tive que treinar os ouros aparelhos também. Tudo em prol da equipe.”

Medalha em equipe

“Não achamos possível conseguir a medalha em equipe. Nem é cogitado. Uma final sim, mas medalha é praticamente impossível neste momento na equipe brasileira.

Eu cresci na ginástica pelo fato de ter visto o Diego Hipólito ter sido campeão mundial. Eu quis achegar naquele patamar e consegui. Fui campeão olímpico e mundial. As minhas vitórias também acabam motivando outros atletas que treinam comigo.

A convivência é muito boa. Todos querem se superar, melhorar e estar dentro da equipe. Tem a rivalidade do esporte, mas a convivência é excelente. Sempre tem um querendo tirar nota melhor que o outro, fazer um movimento perfeito.”

Pressão por medalha

“Não tem uma pressão, e sim um objetivo. O objetivo é repassado para os atletas. Todos querem participar e fazer parte do quadro de medalhas. Tem a cobrança, mas nem tanto da parte externa, e sim do atleta. O atleta é quem se põe pressão.

Eu não me considero favorito. Numa competição desse nível não existe isso. Um errinho tira pontos e você perde o pódio. Quem fizer a melhor preparação antes da olimpíada deve levar. Queremos trazer um bom resultado, mas não podemos garantir nada.”

 

Reflexos do 7 A 1

“A população sempre quer o melhor resultado. Como houve aquilo na Copa vão querer o sucesso nas Olimpíadas. Passo na rua e ouço me pedirem o ouro. Não é tão simples. Mas acredito que o povo brasileiro vai cobrar.

Se eu fizer uma prova e achar que não consegui dar meu 100% isso vai me deixar frustrado, mas espero que isso não aconteça.”

Fator Casa

“Coloca uma pressão em cima dos árbitros e uma pressão boa em cima dos atletas. Não vou dizer que exista, mas se houver vamos gostar. O fator casa ajuda bastante. Mas tenho que fazer minha parte, não adianta nada ter o fator casa e não ir bem.”

Evolução

“Acredito que só tive evolução nesses anos. A parte técnica sempre evolui, mas acredito que o que mais mudou foi a mentalidade. Saber lidar com uma competição, como se impor dentro de uma competição.”

Novos Zanettis

“Estamos fazendo vários polos para fomentar a ginástica pelo Brasil todo. O Guga, por exemplo, teve um projeto depois que ele parou. Nós estamos fazendo simultaneamente, para a criança olhar na televisão e ver que eu ainda estou competindo.

A ideia foi simplesmente aumentar o numero de praticantes de ginástica no Brasil. O que queremos é ter a maior quantidade de polos para formar o maior número de crianças e formar o maior número de técnicos para treinar essas crianças.

Queremos facilitar para quem está iniciando, tirar as dificuldades que tive e colocar a criança mais à frente de onde comecei. Se ela tiver força de vontade, talvez possa vir a ser um grande ginasta. É maravilhoso ver a criança subindo nos aparelhos, testando, tirando a curiosidade.”

Incentivo

“Para divulgar é necessário aparecer estar na televisão, para as crianças poderem ver, criar curiosidade. Fazemos vários eventos para difundir a ginástica, dar oportunidade de novas gerações verem ao vivo.

Só dá para saber se o cara vai ser ginasta mesmo depois dos 16, 17 anos. Não adianta ter potencial e não querer treinar. Eu fiz todos os aparelhos, os seis masculinos até os 20 anos de idade. Depois disso é que vimos que cavalo e barra era mais complicado para mim.”

Por Folhapress

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