Política

Xinaik e outros 12 serão denunciados à Justiça nesta segunda

Momento em que Xinaik Medeiros chega á sede do MPE-AM - foto: Diego Janatã

Momento em que Xinaik Medeiros chega á sede do MPE-AM – foto: Diego Janatã

O Ministério Público do Estado (MPE) formaliza nesta segunda-feira (16) ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) denúncia contra 13 pessoas envolvidas no esquema de corrupção e de fraudes em licitações no município de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus), que causou um rombo de R$ 56 milhões aos cofres da cidade.

O esquema veio à tona após investigações do MP em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), que culminou na operação Cauxi, deflagrada no último dia 10. Um dos que serão denunciados, inclusive, é o prefeito afastado da cidade, Xinaik  Medeiros (Pros), que está preso há seis dias no Comando de Policiamento Especializado (CPE), no bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste.

Além de Xinaik, outras quatro pessoas presas na operação Cauxi também serão denunciadas pelo Ministério Público. Conforme a assessoria de imprensa do órgão, a partir da denúncia, caberá ao pleno do TJAM se reunir e decidir se acata ou não o fato.

Caso os desembargadores aceitem a denúncia, o processo ficará a cargo da Justiça e os acusados terão de apresentar defesa preliminar dentro dos prazos legais.

Também nesta segunda-feira, os promotores do Grupo de Atuação Especial Regional para Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do MPE deverão ouvir o sócio do ‘flanelinha’ usado como “laranja” em empresas que venciam licitações no município.

O ‘flanelinha’, identificado como José Adenilson, encontra-se foragido da Justiça. Ele seria dono da empresa J.O Santana, usada como fachada para o esquema de corrupção. O nome do sócio não foi revelado pelo MP.

Na semana passada, após as prisões, três dos acusados entraram com pedido de delação premiada ao Ministério Público. Mas, o órgão somente acatou o pedido de um deles, cujo nome não foi revelado para não atrapalhar as investigações. Ontem pela manhã, o ex-presidente da Comissão Geral de Licitação (CGL), Edu Corrêa, foi solto após o término do prazo de sua prisão temporária. Conforme o MP, o acusado irá aguardar o andamento do processo em liberdade e não poderá ser ausentar do Estado.

Mesma “sorte” não teve a irmã de Xinaik, a ex-tesoureira do Fundo Municipal de Saúde, Nádia Medeiros, e o ex-secretário de Infraestrutura, André Maciel Lima, que tiveram suas prisões temporárias revertidas em preventivas na última sexta-feira, determinadas pela desembargadora Carla Reis.

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