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X-Men chega às telas dos cinemas de Manaus

Magneto (à direita), personagem vivido pelo ator Michael Fassbender, novamente é atraído para o ‘mal’ – foto: divulgação

Magneto (à direita), personagem vivido pelo ator Michael Fassbender, novamente é atraído para o ‘mal’ – foto: divulgação

Ação e efeitos especiais não faltam no novo “X-Men: Apocalipse”, que chega hoje aos cinemas. O longa, dirigido por Bryan Singer, encerra a mais recente trilogia dos heróis, iniciada em “X-Men: Primeira Classe” (2011). Há sessões do filme em iMax (tela gigante) e em 3D.

Nos anos 1980, os mutantes saem de suas rotinas tranquilas quando Apocalipse, um vilão adormecido (Oscar Isaac), ressurge. Ele acredita ser um deus do Egito Antigo e quer reconstruir o planeta. Para impedi-lo, um grupo liderado por professor Charles (James McAvoy), Mística (Jennifer Lawrence) e Fera (Nicolas Hout) corre contra o tempo. Magneto (Michael Fassbender), porém, é convencido a ajudar o vilão quase indestrutível.

A jovem telepata Jean, aluna do professor Charles, é uma das heroínas. A personagem é vivida pela inglesa Sophie Turner, a Sansa da série de sucesso “Game of Thrones” (HBO). “Nesse filme, ela ainda está na escola e quer apenas ser adolescente. A história é sobre como ela aprende a abraçar seus poderes”, diz Sophie. “Levitar por mais de dez minutos me deu muitas dores!” Sophie ainda sofreu para guardar segredos de “Game of Thrones”. “A Jennifer Lawrence mandava mensagens o tempo todo sobre a morte de personagens, mas não contei”.

Roteiro acerta com ‘megavilão’

A sequência inicial de “X-Men – Apocalipse”, visualmente grandiosa, se passa dentro de uma pirâmide gigantesca, no antigo Egito. Serve para apresentar o megavilão do filme, aquele que seria o primeiro mutante do mundo –e o mais forte deles.

A estratégia do roteiro é emblemática. Destaca um bom inimigo para os heróis, o que é um avanço numa série que abusa de batalhas entre os mutantes, na rusga ideológica entre o conciliador Professor Xavier e o vingativo Magneto.

Não que o embate entre heróis seja esquecido. Quando Apocalipse ressuscita, acolhe a seu lado Magneto e alguns moleques que depois vão integrar os X-Men: Tempestade, Anjo e Psylocke.

Do “lado do bem”, Xavier abriga em sua escola o fiel escudeiro Fera e jovens iniciantes: Ciclope, Mercúrio, Noturno e Jean Grey, sem dúvida a queridinha do mestre, com seus poderes ainda latentes.

Pesa na balança a renegada Mística, que após sua ação em defesa do mundo (mostrada em “X-Men – Dias de um Futuro Esquecido”) motivou dezenas de jovens mutantes a sair do armário e assumir seus poderes em público.
A produção é esperta ao dar bom espaço a Magneto e Mística, respectivamente interpretados por Michael Fassbender e Jennifer Lawrence.

Os dois, ao lado de Hugh Jackman (Wolverine), são os atores do elenco da série com maior sucesso fora dela. Fassbender dá a dimensão certa da grandeza de Magneto, provando ter muito estofo para personagens épicos –é o Russell Crowe dessa nova geração.

Já Jennifer Lawrence parece dar certo em qualquer papel que caia nas mãos dela. Pode ser densa, sexy, engraçada e, por que não?, uma super-heroína destemida.

Por falar em Wolverine, quem sente falta dele vai se deparar com uma engenhosa surpresa no roteiro de “X-Men – Apocalipse”. Sem spoiler, basta dizer que é uma sacada que merece aplausos.

O filme consegue algo difícil no sexto episódio de qualquer franquia: a imensa vontade de ver a sétima aventura dos X-Men.

Por Fabiana Schiavon  e  Thales de Menezes

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