Política

Wilker planeja realizar audiência ‘sem plateia’

Wilker Barreto afirma que vai convocar uma audiência para debater tarifa de ônibus na casa, mas sem plateia – Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), que marcar nova audiência pública para debater o aumento da tarifa de ônibus de R$ 3,30 para R$ 3,80, que acabou não sendo realizada na sexta-feira passada após tumulto. Para o parlamentar, é necessário que se faça uma outra audiência técnica, desta vez “sem plateia” e com pessoas preparadas para discutir planilha do transporte coletivo disponibilizado pela Superintendência Municipal de Transporte Coletivo (SMTU).

E ele já prepara essa “audiência técnica” para a segunda quinzena deste mês e que será voltada para pessoas credenciadas e que queiram contribuir com o debate, confrontando as informações da SMTU e do Sindicatos das Empresas de Transporte de Manaus (Sinetram). “É preciso confrontar um técnico com outro técnico. Algo que não ocorreu, que para mim foi só marcação política sem qualquer discussão técnica nenhuma. A única coisa que tivemos foi a disponibilidade da planilha e vamos agora, daqui a 10 dias, realizar essa reunião técnica abertas para aqueles que estão preparados para discutir. Não gosto de audiência pública com plateia”.

Na semana passada, a Comissão de Transporte da Câmara realizou uma audiência pública frustrada, em que previa uma discussão ampla do assunto no intuito de esclarecer à sociedade sobre o recente aumento da tarifa – o segundo em menos de um mês. Porém foi marcada por desordem, agressões e violência entre os militantes e representantes de movimentos sociais que estavam presentes.

Wilker, que não participou do debate por estar em São Paulo acompanhando sua mãe em tratamento de saúde, lamentou a forma que foi conduzida a audiência e ponderou que a única agenda que saiu da discussão foi a negativa, expondo a casa legislativa em nível nacional e de forma vexatória. “Eu já sabia que aquela audiência não ia ter discussão, pois, daquela forma não funciona. Não tivemos agenda positiva e nada de concreto. Quem foi para lá não estava preparado para discutir planilha”, criticou.

Questionado sobre a instalação de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), sugerida por vereadores de oposição, Wilker diz que é preciso ter fatos concretos para que esse colegiado seja instalado. “Não gostar do aumento não é fato concreto. Agora com esses argumentos não tem como vingar essa CPI na Câmara”, disse.

Barreto ressaltou que o que cabe agora fazer como presidente é permitir que a Câmara discuta de forma madura o tema. “Esta é a casa do povo para pessoas ordeiras e não para baderneiras”.

Diogo Dias
EM TEMPO

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