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Vítimas do helicóptero que caiu em Atalaia do Norte serão homenageadas

Os corpos das vítimas foram encontrados  no último dia 3. - foto:  arquivo pessoal

Os corpos das vítimas foram encontrados no último dia 3. – foto: arquivo pessoal

Um ato em homenagem às cinco vítimas do helicóptero que caiu nas proximidades do igarapé São João, em Atalaia do Norte (a 1.130 quilômetros de Manaus), será realizado pelos amigos e familiares na próxima sexta-feira (12).

A cerimônia vai acontecer onde foram achados os restos mortais dos cinco ocupantes do helicóptero. Representantes da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) estarão presentes, assim como os órgãos que atuaram nas buscas.

Oito dias após terem sido encontrados, os corpos ainda estão no Instituto Médico Legal (IML) de Tabatinga, no Sudoeste do Amazonas, e deverão permanecer no local entre 15 e 20 dias, enquanto aguardam decisão sobre onde serão realizados os exames de DNA para identificação de cada uma das vítimas.

Segundo informações do secretário de comunicação de Atalaia do Norte, Nailson Tenazor, os familiares não conseguiram fazer a identificação dos restos mortais dos ocupantes da aeronave por conta do avançado estado de decomposição e fragmentação.

“Eles querem que os exames sejam feitos em Brasília ou em Manaus, pela quantidade de recursos disponíveis nas capitais e laboratórios para separar os corpos”, disse Tenazor.

O secretário informou ainda que as famílias das vítimas pretendem denunciar ao Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) que a operação de resgate aos corpos não teria sido realizada com os devidos cuidados. “Há denúncias de que ainda há partes dos corpos onde o helicóptero caiu”, informou.

“Os familiares alegam também que não foi permitida a presença deles no resgate, além do desrespeito de ainda terem fragmentos na área do acidente. O dono da empresa à qual pertencia o helicóptero (Moreto Táxi Aéreo) esteve ontem (9) no local em que a aeronave caiu para tirar fotos e ajudar no recolhimento de provas e destroços”, informou o secretário.

Relembre

O helicóptero de modelo esquilo AS 355N de prefixo PR-ADA , que prestava serviços à Sesai, sumiu dos radares no início da noite do dia 29 de maio. Equipes da Defesa Civil de Tabatinga e Atalaia do Norte, Sesai, Fundação Nacional do Índio (Funai), Polícia Militar, Aeronáutica, Exército e Corpo de Bombeiros com cães farejadores se empenharam na procura.

Nove dias após a queda da aeronave encontraram os destroços e corpos das vítimas, as indígenas Marcelina Cruz dos Santos Morubo, Luciana Guedes do Carmo, que estavam grávidas, a acompanhante das pacientes Marcelina da Silva de Souza, o piloto Alexandre Felix Souza e a enfermeira Luzia Fernandes Pereira, funcionários do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei/Javari).

Por Cecília Siqueira (especial EM TEMPO Online)

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