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Vítima de acidente com carreta morre após 43 dias na UTI, em Manaus

Deborah faleceu na unidade hospitlar apos 43 dias internada na UTI - foto: reprodução/Facebook

Deborah faleceu na unidade hospitalar após 43 dias internada na UTI – foto: reprodução/Facebook

Morreu na manhã de sexta-feira (5) a empresária Deborah Maryneth Rubim Freitas, 34, que se envolveu em um acidente de trânsito com uma carreta no dia 23 de abril deste ano, na alameda Cosme Ferreira, bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. A vítima estava internada na Unidade Terapia Intensiva (UTI) – Hospital e Pronto Socorro (HPS) Dr. João Lúcio há 43 dias, mas  acabou não resistindo aos ferimentos.

O acidente aconteceu no sentido bairro-centro próximo ao conjunto Tiradentes, após o caminhão, cor branca, placa BXF-3440 perder o controle no momento em que realizava uma manobra na via. O veículo pertence à empresa no ramo de transporte rodoviário – Edital Cargo Express Ltda, que estava atrelada à carreta placa OAH-3331, alugada para a empresa RMS Logística, conduzida por Glauco Wilson Gil Costa, idade não revelada.

A vítima conduzia o carro modelo Honda Civic, cor branca e placa NOZ-4401, quando foi atingido pela carreta - foto: divulgação

A vítima conduzia o carro modelo Honda Civic, cor branca e placa NOZ-4401, quando foi atingido pela carreta – foto: divulgação

A colisão ocorreu no momento em que a carreta desceu  a via de ré e acabou atingindo o carro conduzido por Deborah – um Honda Civic, cor branca e placa NOZ-4401 ¬ –   e mais dois veículos – um carro modelo Siena, de cor verde, placa JXN-9933 e uma motocicleta, modelo Bros, de cor vermelha, placa JXO-3281, na manhã de quinta-feira (23), por volta das 8h30. A vítima teve a perna direita esmagada.  As outras pessoas envolvidas no acidente tiveram apenas escoriações leves.

Após o acidente, a empresária foi socorrida e levada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o HPS Dr. João Lúcio, onde permaneceu por 43 dias na UTI, onde faleceu.

As causas da morte foram apontadas pelo Instituto Médico Legal (IML) por falência múltiplas de órgãos. Deborah foi a única a ficar gravemente ferida após o acidente. A vítima chegou a respirar com a ajuda de aparelhos e passou por vários procedimentos cirúrgicos para a reconstrução da bacia e do tecido da pele do quadril e pernas.

A família desejava transferir Deborah para outra unidade hospitalar, mas conforme o relatório do hospital, o quadro de saúde dela era grave, por isso não podia ser transferida, pois o procedimento traria riscos à vítima.

Segundo as informações repassadas pela família, o acidente foi registrado no 11º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob a titulação do delegado Marcos Paulo Batista Graciano, que instaurou o inquérito policial como ‘culposo’ com vítima lesionada.

De acordo com o primo da vítima, professor Adson Matos, a suspeita é de que o resultado da perícia não foi concluído devido ao não término do procedimento do exame do corpo de delito.

“A minha prima passou mais de um mês na UTI. O Renato Freitas [marido de Deborah, levantador de toadas do Garanhão do bairro Educandos] passou o tempo todo no hospital acompanhando a luta da esposa pela vida. Nunca houve uma visita da perícia”, explicou o primo da vítima por telefone à reportagem do EM TEMPO Online.

Adson ainda disse que um documento foi emitido por um perito atestando que a vítima não estava mais na unidade hospitalar por já ter recebido alta médica. Segundo ele, por esta razão, não foi feito a perícia.

“Não temos resultado de nada ainda. Acredito que houve omissão da perícia. Espero que este crime de trânsito não fique em esquecimento pelas autoridades competentes”, argumentou Matos.

O velório acontecerá na funerária Almir Neves, às 19h, na rua Monsenhor Coutinho, no Centro. O sepultamento ocorre amanhã (6), às 17h, no cemitério São João Batista, na rua Boulevard Álvaro Maia, bairro Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul.

Justiça

Familiares e amigos de Deborah, por meio das redes sociais, pedem fiscalização nas vias da cidade contra carretas, motoristas e empresários.  Muitas mensagens de condolências foram deixadas no perfil de Deborah no Facebook.

O caso está em processo judicial e tramita desde a última segunda-feira (1º) na Vara Especializada de Crimes de Trânsito. O inquérito policial foi registrado no 11º DIP, que investiga o caso e que pede a prisão do motorista do caminhão, Glauco Wilson Gil Costa, por lesão corporal culposa.

A família cedeu cópia a nossa reportagem do inquérito, onde o Instituto de Criminalística (IC) emitiu um laudo da perícia afirmando verificar as causas do acidente. No documento, o laudo aponta que o acidente foi causado por um rompimento da mangueira de transmissão – entre a carreta e o cavalo mecânico – e que o peso do caminhão estava era de 21 toneladas, peso nos padrões permitido é de 30 toneladas.

Investigação dos órgãos públicos

Com a alta de acidentes e flagrantes de irregularidades no trânsito que vêm envolvendo veículos pesados em Manaus, o Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) e o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) abrir um inquérito civil para investigar as ações de fiscalização em  carretas, e o excesso de cargas dos veículos pesados, assim como os horários permitidos para o tráfego nas ruas da capital e rodovias federais.

Por Josemar Antunes (especial EM TEMPO Online)

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