Política

Vinda de Dilma a Manaus ainda é incerta, mas deve ser recebida com ‘panelaço’

Em São Paulo, manifestantes foram às ruas em protesto contra medidas adotadas por Dilma Rousseff contra os trabalhadores – foto: reprodução

Em São Paulo, manifestantes foram às ruas em protesto contra medidas adotadas por Dilma Rousseff contra os trabalhadores em nome do ajuste fiscal – foto: reprodução

A presidente Dilma Rousseff (PT), que pretende vir a Manaus no fim deste mês para a inauguração da última etapa das obras do aeroporto internacional Eduardo Gomes, será recebida com ‘panelaço’, segundo organizadores de movimentos sociais.

O PT Amazonas disse que somente após a reunião da Executiva neste final de semana é que poderão confirmar a presença da presidente no evento, previsto para o dia 25.

“Realmente há essa conversa no ar, mas ainda não temos a informação oficializada. Provavelmente até segunda-feira [18] teremos já essa resposta”, adiantou a secretária-geral da sigla, Sila Mesquita.

A visita da presidente Dilma será para a inauguração do aeroporto internacional Eduardo Gomes. No entanto, se terá outra pauta na capital, a secretária não soube responder, alegando que todos os direcionamentos serão tratados na reunião da executiva do PT e que, só após o evento é que todos os questionamentos poderão ser respondidos.

Pelo menos 30 pessoas pretendem ‘recepcionar’ a presidente com no mínimo um ‘panelaço’ no dia do evento. Segundo um dos organizadores do movimento ‘Fora, Dilma’, Júlio Lins, o grupo marcou uma reunião para esse final de semana para traçarem as estratégias a serem realizadas durante visita de Dilma.

“Ainda não temos algo definido sobre o que faremos, mas no mínimo terá um ‘panelaço’ na recepção. Teremos uma reunião no final de semana para definirmos tudo”, assegurou.

Lins garantiu que o protesto será pacífico, sem agressões e sem baderna. “O evento será fechado, mas ficaremos do lado de fora. Agora reforçando: não faremos nada com violência ou baderna. Será apenas um protesto”, assegurou o manifestante.

Sem estimativa

O coordenador lembrou que entrou em contanto com os movimentos nacionais “Vem pra Rua”, “Brasil Livre” e “Acorda Brasil” e que para o dia pretendem reunir no mínimo 30 pessoas.

“Ainda não podemos estimar quantas pessoas irão participar do protesto, porque ainda estamos organizando, mas no mínimo 30 pessoas estarão lá e o importante não é o número de participantes, e,sim, estar lá protestando”, justificou.

Os convites para a mobilização serão feitos por meio das redes sociais e segundo Lins, até agora, aceitação está sendo positiva.

“Ainda não colocamos nada oficial, até porque nossa reunião será só no final de semana, mas a pouca informação que já divulgamos nas redes sociais está tendo um bom retorno. As pessoas já estão confirmando que querem ir”, observou Lins.

A primeira etapa das obras do aeroporto foi entregue em outubro de 2013, antes da Copa do Mundo de 2014. O valor da obra foi orçado inicialmente em R$ 350 milhões, mas foi entregue por de R$ 444,46 milhões.

Posição diferente”

A presidente Dilma Rousseff já afirmou que “como mais uma manifestação de uma posição diferente da outra” sobre os protestos com buzinas e panelaço na maioria das capitais de todas as regiões do país.

A petista se referiu ao manifesto durante  o programa político do PT, exibido no início do mês em rede nacional de TV. No Rio de Janeiro, as manifestações foram em bairros da zona sul, oeste e norte.  Em São Paulo, em vários bairros da zona sul e no centro da cidade.

“Em alguns outros países, manifestações assumindo ou a forma de panelaço ou qualquer outra forma, não são consideradas normais. No Brasil, elas são normais, porque nós construímos, nós construímos a democracia. Então respeitar manifestação livre das pessoas é algo que nós conquistamos a duras penas. Eu vejo como mais uma manifestação de uma posição diferente da outra”, afirmou a presidente.

Por Moara Cabral (Jornal EM TEMPO)

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