Cultura

Villa-Lobos ganha homenagem do Municipal de SP e do Rio em 2016

"Alma Brasileira" será exibido em São Paulo, de 16 a 18 de junho; no Municipal do Rio, de 18 a 20 de agosto, e nas cidades de Belo Horizonte e Salvador, em datas a serem definidas - foto: reprodução

“Alma Brasileira” será exibido em São Paulo, de 16 a 18 de junho; no Municipal do Rio, de 18 a 20 de agosto, e nas cidades de Belo Horizonte e Salvador, em datas a serem definidas – foto: reprodução

Uma produção inédita do MinC (Ministério da Cultura), em parceria com o Theatro Municipal de São Paulo, vai levar para quatro capitais brasileiras, em 2016, o espetáculo audiovisual “Alma Brasileira”, com música de Villa-Lobos executada por orquestras locais e projeções de imagens criadas pelo grupo catalão La Fura del Baus.

Orçado em R$ 5 milhões, bancados pelo MinC, “Alma Brasileira” será exibido em São Paulo, de 16 a 18 de junho; no Municipal do Rio, de 18 a 20 de agosto, e nas cidades de Belo Horizonte e Salvador, em datas a serem definidas. Os ingressos custarão até R$ 50.

Diretor artístico do Municipal de São Paulo e idealizador do projeto, John Neschling disse, durante a entrevista coletiva realizada nesta terça (25), no Ministério da Cultura, que falta ao Brasil fazer um lobby em torno de seus compositores no país e no exterior. “É uma frustração minha, de anos e anos de regência, de ver a música brasileira tão pobremente representada”, diz.

Com a exibição de “Alma Brasileira” no Rio, durante a Olimpíada, o Ministério da Cultura e o Theatro Municipal esperam atrair a atenção internacional para a música sinfônica brasileira. Em 2017, o espetáculo deve ir a países da América Latina e Europa.

A produção, com duração aproximada de 1h25, reunirá as obras “Floresta Amazônica”, “Bachianas” nº 4 e nº 5, e os “Choros” nº 6 e nº 10. As projeções terão imagens do Brasil contemporâneo, de artes visuais brasileiras e da cultura local.

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse que esse é o começo de um trabalho de apoio à promoção e difusão da música sinfônica no Brasil que a pasta pretende realizar.

Ele também criticou a Lei Rouanet de incentivo à cultura, e disse que é preciso criar um mecanismo que permita a transferência fundo a fundo, do governo federal para Estados e municípios, para projetos culturais.

“Os grandes grupos vivem feito sapo. Dão um pulo e caem de novo na inércia e aí caem e vão atrás de financiamento de novo”, diz o ministro. “Não podemos funcionar assim. Precisamos substituir o sapo pelo guepardo, que é capaz de manter uma corrida de longa duração.”

Neschling e o diretor do Theatro Municipal do Rio, João Guilherme Ripper, também falaram sobre uma parceria entre os dois teatros, que passarão a compartilhar a produção de óperas a partir de 2016.

É o caso de “Fosca”, produção de São Paulo que irá para o Rio, e “Lo Schiavo”, também de Carlos Gomes, que fará o caminho inverso. Com a parceria, esperam alcançar uma economia de cerca de 40%.

Por  Folhapress

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