Economia

Vigilantes vão parar e bancos não devem abrir na segunda

A categoria dos vigilantes terceirizados de todo o Amazonas irão paralisar as atividades na próxima segunda-feira (23). A ação deve paralisar o funcionamento das agências bancárias na capital e no interior. A paralisação inicia pela manhã, após a última reunião de diretrizes dos trabalhadores e deve afetar órgãos públicos e agências bancárias.

Ao todo 33 empresas em Manaus mantêm efetivo atuando em todos o Estado, o que corresponde a mais de 10 mil trabalhadores – que estão sendo convocados a ‘cruzar os braços’ confrontando a negativa do patronal em realizar reajuste salarial (reposição do INPC mais de 5% de ganho real), do ticket alimentação e permanência do plano de saúde.

O presidente do Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança de Manaus (Sindevam), Valderli Bernardo, disse que apesar das negociações já terem iniciado, as empresas não têm atendido às necessidades da categoria. “A negociação foi iniciada, mas os empresários continuam enrolando e deixando as causas fundamentais da convenção coletiva para depois. Além de não reajustarem o salário e vale alimentação, já querem retirar nosso plano de saúde. Imagine um vigilante sem plano de saúde”, desabafou o sindicalista.

Nindberg Barbosa, presidente do Sindicato dos Empregados de Empresas Bancárias (Seeb-AM), confirmou que sem efetivo de segurança, as agências não poderão abrir as portas na segunda-feira e manifestou apoio aos vigilantes. “Sabemos que, se os bancos abrirem sem efetivo de segurança no interior das agências, estarão infligindo a lei. Daí, resta aguardar o desfecho das negociações. Mas estamos em total apoio aos vigilantes e suas demandas. Nesses tempos de crise, quem tem sido os maiores prejudicados são os trabalhadores que, cada vez mais, perdem direitos”, disse.

O empresário e presidente do Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Amazonas (Sindesp), José Pacheco, disse que ainda vai negociar com a categoria as demandas citadas. “Já demos uma contraproposta, mas ainda temos muito que negociar e chegar a um ponto que beneficie os dois lados. Só vamos saber se é possível cobrir as demandas durante as conversas”, explicou.

Joandres Xavier
EM TEMPO

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