Economia

Vigilantes protestam por falta de pagamento

Os agentes dispensados realizavam a segurança de 22 postos de atendimento da Seas, Vila Olímpica de Manaus e Parintins, além da Arena Amadeu Teixeira- foto: Marcio Melo

Os agentes dispensados realizavam a segurança de 22 postos de atendimento da Seas, Vila Olímpica de Manaus e Parintins, além da Arena Amadeu Teixeira- foto: Marcio Melo

Um grupo de aproximadamente 70 trabalhadores da segurança privada, realizou na manhã desta segunda-feira (26), uma manifestação em frente a empresa Amazon Security, na avenida Efigênio Sales, Zona Centro-Sul. Os trabalhadores protestavam pela falta de pagamento da rescisão contratual, que deveria ter sido paga há cerca de um mês, segundo o secretário-geral do Sindicato dos Vigilantes, Paulo Dória.

Conforme o sindicalista, pelo menos 130 trabalhadores foram demitidos no início do mês de setembro e há indícios de que mais 170 podem ser desligados da função.

“Nossa preocupação é que a empresa não está dando conta de pagar esses 130 trabalhadores, imagina os próximos trabalhadores que ficarão desempregados. Os vigilantes simplesmente foram demitidos, sem nenhuma explicação e agora estão com dificuldades em receber sua rescisão. A empresa não deu, se quer uma satisfação”, comentou.

Paulo afirmou, que desde de sexta-feira (23) o sindicato tentou conversar com os responsáveis pela empresa Amazon Security, para tentar um acordo, porém ninguém os recebeu. Caso não haja acordo entre a empresa e os trabalhadores, o sindicato pretende entrar com uma ação coletiva na Justiça do Trabalho e continuar realizando manifestações para chamar a atenção sobre o problema.

“Precisamos de um posicionamento, não podemos ficar como estamos. Caso a empresa não dê nenhuma resposta, vamos entrar com uma ação na Justiça. A gente também pretende continuar realizando manifestações para que o problema não caia no esquecimento”, disse.

Em nota, o diretor da Amazon Security, Carlos Anselmo, informou que o Governo do Estado não efetua o pagamento dos funcionários, além de ter rompido o contrato com os profissionais. “Os 130 profissionais que perderam seus empregos precisam de uma resposta urgente, já que o governo não efetuou o pagamento e ficamos impossibilitados de pagar salário e rescisão dos vigilantes”, destaca.

O diretor reuniu-se com os vigilantes, na última quarta – feira (22), para esclarecer o motivo do atraso nos pagamentos. O encontro tratou também da ausência de recursos orçamentários para a quitação da dívida que gira em torno de R$ 2,2 milhões.

Segundo Carlos Anselmo, a manifestação representou a apreensão da classe com a falta de recursos e esclarecimentos, que solicitou audiência junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). “Estamos avaliando alternativas jurídicas diante da inadimplência, já que não obtivemos êxito, mas sim promessas de resposta em uma das negociações com a Secretaria de Estado da Assistência Social e Cidadania (Seas)”, afirma.

Os agentes que realizavam a segurança de 22 postos de atendimento da Seas, Vila Olímpica de Manaus e Parintins, além da Arena Amadeu Teixeira, que desde o dia (23), foram dispensados.

O presidente reuniu-se na sexta – feira (23), com a secretária da Seas, Regina Fernandes, onde ficou definido que serão verificadas as faturas junto à Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico (Seplan), e a possibilidade do pagamento. “Estamos aguardando o pronunciamento da Seas sobre os rumos da negociação, para finalizarmos o empasse e realizar o pagamento desses agentes”, explicou.

Por Michelle Freitas

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Subir