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Vigilantes prometem parar atividades em escolas e hospitais da capital

 foto: Asafe Augusto

foto: Asafe Augusto

A partir da próxima segunda-feira (13), escolas e hospitais públicos poderão amanhecer sem segurança armada. Os vigilantes responsáveis pela proteção desses locais deverão cruzar os braços em protesto pelos cortes nas remunerações da categoria.

De acordo com o Sindicato dos Vigilantes do Amazonas (Sindevam), os protestos ocorrerão na frente da sede do Governo, na Zona Oeste.

Ainda segundo o Sindevam, o Teatro Amazonas, no Centro;  a Arena da Amazônia, na Zona Centro-Oeste;  o Centro Cultural dos Povos da Amazônia, na Zona Sul, além de escolas e hospitais ficarão sem  a segurança especializada, mas serão substituídos por agentes de portaria.

De acordo com o presidente do Sindevam, Valderli Bernardo, a paralisação ocorrerá em virtude do anúncio do governo em promover cortes de despesas no Estado, o que deverá afetar a categoria. Segundo ele, os vigilantes armados serão substituídos por vigias e agentes de portaria. “A paralisação vai afetar pelo menos 4 mil trabalhadores”, afirmou o dirigente sindical.

Conforme Bernardo, a paralisação não pretende prejudicar a população, mas sim  chamar a atenção das autoridades para manter os vigilantes em seus postos de trabalho. O presidente citou ainda uma declaração do governador José Melo o qual falou em eliminar “gorduras” da estrutura do governo.

A declaração foi dada, no último dia 4, durante reunião com secretários estaduais, quando anunciou cortes para manter as secretarias e economizar aproximadamente R$ 600 milhões. Essas medidas visam manter a arrecadação do Estado, que caiu mais de R$ 300 milhões em sua receita tributária com o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a principal fonte de recursos estaduais.

Ação

Valderli Bernado informou que o Sindevam deverá ingressar na Justiça do Trabalho com um mandado de segurança para impedir a licitação dos agentes de portaria, que está marcada para acontecer no próximo dia 14 de junho. “Precisamos preservar o patrimônio público e os empregos desses 4 mil pais de família. Os agentes de portaria não são preparados para exercer a função de segurança patrimonial”, enfatizou.

Sobre a paralisação dos vigilantes a reportagem entrou em contato através dos e-mails da secretaria de Estado de Comunicação (SECOM), mas até o fechamento desta edição, não obtivemos resposta.

Ajustes são necessários, diz governo

Os cortes anunciados fazem parte do segundo ajuste na estrutura do governo realizada por José Melo. Em março, o governador aprovou reforma administrativa na qual promoveu corte de cargos comissionados, reestruturou e também extinguiu secretarias. Nesta etapa de ajustes, Melo descartou cortes de pessoal e extinção ou junção de secretarias.

O ajuste também compreendeu o Decreto 35.616/2015, que estabeleceu novas regras para execução orçamentária e financeira dos órgãos, fundos e entidades do Executivo, com a redução de até 30% nos valores de contratos por serviços terceirizados. Com as medidas, projetou-se economia de R$ 910,7 milhões anuais.

Além o plano de redução do custeio, o governador afirmou que está determinando ações para alavancar a arrecadação e diminuir a sonegação de impostos. Cobrança de dívidas, fiscalização tributária e o lançamento, em agosto, de um novo programa de premiação pela exigência da nota fiscal são algumas das iniciativas.

Por Mairkon Castro

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