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Vigilantes fazem protesto contra substituição da categoria

Torres defende que o CBO deve ser alterado porque só quem pode fazer segurança privada são os vigilantes - foto: divulgação

Torres defende que o CBO deve ser alterado porque só quem pode fazer segurança privada são os vigilantes – foto: divulgação

Vigilantes que prestam serviços terceirizados para o Governo do Estado fizeram uma nova manifestação, na manhã desta sexta-feira (28), na sede da Superintendência Regional do Trabalho, no Aleixo, Zona Centro-Sul, para protestar sobre a substituição da categoria por agentes de portaria.

De acordo com o diretor do Sindicato dos Vigilantes do Amazonas (Sindvam), Adolfo Torres, os funcionários estão sendo substituídos por conta de uma classificação no Código Brasileiro de Ocupação (CBO), que obriga os agentes de portaria, quase igual aos vigilantes. “A única diferença é que eles não podem usar armas, mas podem fazer ronda, revistas e outras atividades dos vigilantes”, explicou o sindicalista.

Torres defende que o CBO deve ser alterado porque só quem pode fazer segurança privada são os vigilantes. Segundo Torres, representantes da superintendência desceram para falar com os trabalhadores na frente do órgão. Eles afirmaram entender que a norma deve ser revista e modificada.

Na segunda-feira (31), os representantes do sindicato irão à superintendência buscar essa documentação, que será enviada ao governador e a Confederação Nacional dos Vigilantes. “Vamos enviar esse documento para que a categoria possa também apresentar no Ministério do Trabalho em Brasília. Eles precisam entender que dois corpos não ocupam o mesmo espaço e, nesse caso, nossa categoria será eliminada se isso não for revisto”, afirma.

Após essa modificação, o sindicalista acredita que o governador será obrigado renovar o contrato com os vigilantes terceirizados. “Nossa briga agora será nacional. Esses trabalhadores não podem ficar desempregados”, disse.

O sindicalista afirmou que caso a alteração no CBO não ocorra e as demissões continuem, os trabalhadores poderão fazer uma greve geral. O ato poderá comprometer várias instituições como as agências bancárias, que não podem funcionar sem os vigilantes armados. “Tudo isso nós vamos decidir em assembleia geral, mas isso não pode ficar assim”, disse.

Caso encerrado

O governador José Melo disse, no dia 17 de agosto, durante entrevista coletiva, no lançamento do Plano Safra, que o caso está encerrado e que os vigilantes serão substituídos pelos agentes de portaria. “Estamos num momento de crise. Preciso de dinheiro para a saúde e para a educação. Um vigilante custa entre R$ 4 e R$ 9 mil por mês. Não suporto esses gastos com recursos que tenho”, justificou na ocasião.

Para o sindicalista, esse assunto ainda não foi encerrado. “Isso é uma briga que a gente vai levar para Brasília. O governador foi infeliz na sua colocação porque ele não vai decidir isso”, finalizou Torres.

Dos 4 mil vigilantes que prestavam serviço em órgão públicos do Estado, pelo menos 1,200 já foram demitidos.

Por Alik Menezes

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