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Vigilantes anunciam paralisação da categoria em Manaus

Cerca de 300 vigilantes participaram da assembleia que optou pela paralisação, ainda sem data definida - foto: Diego Janatã

Cerca de 300 vigilantes participaram da assembleia que optou pela paralisação, ainda sem data definida – foto: Diego Janatã

Em assembleia realizada na manhã desta quarta-feira (22), o Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Manaus (SINDVAM) aprovou, por votação unânime, a paralisação de advertência por um dia nas atividades de vigilância na capital amazonense.

Cerca de 300 vigilantes participaram da assembleia que optou pela paralisação, ainda sem data definida. O sindicato da categoria afirma que essa paralisação de advertência será realizada pela defesa do emprego de milhares de vigilantes que prestam serviço para o Governo do Estado. A proposta que motivou a revolta dos trabalhadores da categoria foi trocar vigilantes por porteiros.

A data da paralisação será definida após uma reunião do Sindvam com a secretária Estado de Planejamento e Coordenação Geral (SEPLAN). A reunião aconteceria nessa quarta-feira (22), mas foi adiada para a próxima segunda-feira (27).

A assembleia contou com a participação do deputado Distrital Chico vigilante (PT-DF), que declarou total apoio à categoria. Segundo ele, o problema de corte de verba para a segurança não é só em Manaus, mas afeta todo âmbito nacional.

De acordo com o secretário do Sindvam Paulo Dora, se a troca de vigilantes por porteiros acontecer, cerca de quatro mil funcionários vão perder o emprego. O secretario afirma que os agentes de portaria não estão preparados para fazer o trabalho que um vigilante faz. “Nós temos mais preparo e estaremos armados. Como um porteiro desarmado vai se defender e cuidar de um patrimônio¿”, indagou.

“O Governo do Estado alega que hoje é mais barato contratar vigia ou porteiro. Ele já diminuiu 20% dos vigilantes, e isso já trouxe efeito. A quantidade de locais públicos de pedrados aumentou”, afirmou Paulo, ressaltando que se fizer um comparativo, a segurança privada não é cara em relação à contratação de porteiros ou vigias.

O secretário do Sindvam afirmou que o Ministério Público poderá intervir na decisão do governo de fazer a troca. “O Ministério Público se propôs a abrir uma discussão sobre os preços e fazer um comparativo entre os vigilantes e os agentes de portaria. Ele pode futuramente intervir nessa decisão”, observou.

Paulo ponderou que se o Governo voltar atrás e não quiser efetuar a troca, o assunto se dará por encerrado. “Se o Governo entender que não vai mais mudar de vigilante para porteiro, o problema está resolvido e a paralisação não acontecerá. Mas se o Governo insistir na troca, a paralisação será inevitável”, afirmou.

Ainda de acordo com o secretário, o mercado não está aberto e os vigilantes que não conseguem emprego acabam migrando para o serviço de agente de portaria para não ficar sem renda.

Paulo Dora completa afirmando que a Polícia Militar não tem contingente para fazer a cobertura de toda cidade e os vigilantes estão preparados para dar o apoio para cobrir toda área de Manaus. O secretário ressalta  ainda que a categoria vai continuar com sua posição até que o Governo do Estado desista da troca.

“Esperamos que o Governo volte atrás com essa ideia e ofereça para a sociedade emprego e segurança. Nós vamos bater nessa tecla até o governo desistir dessa idéia que não tem cabimento”, Completou.

Por Asafe Augusto

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