Dia a dia

Vigilância Sanitária apreende alimentos irregulares em supermercados de Manaus

Os materiais foram recolhidos e levados para análise – Fotos: Márcio Melo

Em virtude da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal, na última sexta-feira (17), a Vigilância Sanitária de Manaus realizou, na tarde desta segunda-feira (20), fiscalizações em três supermercados da capital. Em um deles, situado na Zona Centro-Oeste, foram aprendidos 251 kg de salsicha da marca Perdigão com sinais de descongelamento, além de 8,5 kg de carne com coloração suspeita e com violação na embalagem.

No mesmo supermercado também foram encontradas irregularidades em 22 embalagens de frangos empanados e em 34 carnes de hambúrgueres. Os produtos estavam descongelados e com aspecto estranho. Os produtos foram retirados das prateleiras e inutilizados.

Os materiais foram recolhidos e levados para análise. Segundo o médico veterinário da Visa Manaus, Fabrício Barros, a carne estava com uma coloração fora do padrão e a embalagem não estava de acordo com as exigências sanitárias.

“A carne foi recolhida e será levada para análise. Só após esse procedimento é que vamos poder dizer se o produto está ou não contaminado. Todas as carnes devem ser fiscalizadas, vindo de fora ou produzidas no município ou no Estado do Amazonas. Todas elas têm que ser vistoriadas previamente. Existe uma identificação visual nessas embalagens, que é a garantia que o estabelecimento dá para os consumidores, que esse produto cumpriu os requisitos de qualidade. Nesse caso, as carnes não possuíam o selo com o nome do fabricante, além da cor e do cheiro que estavam ruins. O resultado da análise deve ser concluído em sete dias”, explicou o médico.

A ação aconteceu após a Operação Carne Fraca, da PF

Em outro supermercado, na Zona Centro-Sul da cidade, foram encontradas irregularidades em 12 kg de carnes, que também estavam com uma coloração suspeita.

A gerente de vigilância de produtos da Visa Manaus, Nilza Negreiros, explicou que de início, os supermercados não serão multados, mas apenas notificados. Somente após o resultado das análises é que serão aplicadas as penalidades.

“Após análise da carne, caso seja comprovado alguma irregularidade, será estipulada a multa, que varia de leve, grave a gravíssima. Entretanto, o supermercado tem três dias para apresentar a defesa, pois, às vezes, o produto já vem alterado do fabricante. Então, tudo isso tem que ser analisado. Nesse momento, será lavrado um alto de infração e um alto de apreensão em depósito, até que saia o resultado da análise laboratorial para poder fazer as penalidades”, falou a gerente da Visa Manaus.

Ainda conforme Nilza Negreiros, os trabalhos de fiscalizações são feitos regularmente na cidade. No entanto, após a operação Carne Fraca da Polícia Federal, que apontou diversas irregularidades em alguns dos principais frigoríficos do país, o município intensificou as ações de monitoramento.

O gerente do supermercado da Zona Centro- Oeste, identificado como Tarcísio Barros, disse que já esperava pela fiscalização e garante que o estabelecimento oferece produtos com qualidade.

“Toda a mídia está falando muito da operação e já estávamos esperando por essa fiscalização. Não tivemos nenhuma mudança na rotina. Foi pedida para fazer essa verificação na empresa e abrimos as portas, não temos nada para esconder. A Visa Manaus recolheu alguns produtos para a análise e vamos aguardar ansiosos pelo resultado. Para nosso conhecimento está tudo normal, mas como trabalhamos com produtos de terceiros, vamos ver qual será o resultado”, falou.

Dos três supermercados fiscalizados pela Visa Manaus, apenas um, situado entre as avenidas Djalma Batista e Constantino Nery, não foi encontrado nenhuma irregularidade.

“O resultado da análise deve ser concluído em sete dias”, disse Fabrício Barros

Consumidor

Os consumidores apoiam as fiscalizações nos supermercados. É o caso da cozinheira, Aurelina Rodrigues, 33, que fornece quentinhas para trabalhadores de obras da construção civil.

“Eu já observava a validade das carnes, pois já tinham me avisado que algumas dessas carnes a vácuo vêm estragadas, mas após a operação fiquei muito preocupada. A preocupação foi ainda maior porque trabalho com venda de quentinhas. Achei muito importante essa operação. Nós consumidores estávamos sendo lesados, comprando carnes com a data de validades adulterada”, relatou.

Mara Magalhães
EM TEMPO

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