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Dia a dia

Vídeo mostra agente penitenciário entregando material proibido a presos no AM

Policiais ficam com os presos enquanto celas são vistoriadas – foto: EM TEMPO

Um vídeo, divulgado nesta terça-feira (10), mostra o momento exato em que um agente carcerário, do sistema penitenciário do Amazonas, facilita a entrada de objetos, considerado proibidos para utilização dos detentos, para dentro de uma das celas. Não há informações exatas sobre a data em que o vídeo foi gravado, mas fontes revelam que as imagens foram registradas dias antes da maior rebelião de presos no Estado.

O agente, que aparece nas imagens, é funcionário da empresa terceirizada Umanizzare, que presta serviços ao Governo do Estado. É possível identificar que o homem, vestido com o uniforme da empresa, está na área externa, situada por trás das celas. Após fazer sinais sonoros, ele inicia uma conversação com os detentos.

Na ocasião, o homem, ainda não identificado, passa pelas grades várias cordas amarradas umas nas outras, conhecidas como terezas. Os objetos podem ser utilizados em eventuais fugas. As imagens foram analisadas por policiais militares, que disseram haver fortes indícios que a ação aconteceu no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), localizado na BR-174. No local, estão abrigados os detentos à espera de julgamento.

Em nota, a empresa Umanizzare diz que adota “postura rigorosa e criteriosa na seleção de seu pessoal”. Questionada sobre quais medidas disciplinares o funcionário está sujeito, a empresa afirma que “quando denunciado, apurado ou constatado qualquer ato indisciplinar ou infracional, cometido por qualquer de seus colaboradores, é tomado de imediato as providências cabíveis, reportando inclusive a autoridade policial”. No entanto, a empresa não esclareceu quais seriam as medidas.

Por fim, a Umanizziare diz que “atua dentro de seus limites operacionais e legais prestando total apoio à realização, pela autoridade policiais competentes, de investigação sobre condutas que possam colocar em risco a segurança e a operação das unidades em sua cogestão”.

A equipe de reportagem tentou contato, por telefone, com o titular da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Pedro Florêncio, para saber o posicionamento do Estado diante desta grave denúncia, mas as ligações não foram atendidas.

Veja o vídeo:

A polícia realiza diariamente revistas nos presídios da capital com o intuito de apreender materiais proibidos, como celulares, facas, cerras, cordas, entre outros. A mais recente delas, realizada nesta terça-feira (10), apreendeu mais de 300 itens proibidos dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), palco da rebelião no último dia 1º de janeiro, onde 56 presos foram mortos.

Atualização

Após a publicação do conteúdo na internet, a empresa Unimazzare divulgou nova nota esclarecendo medidas que serão adotadas a cerca do caso. Leia na integra:

“A UMANIZZARE toma conhecimento das imagens envidas pela TV Em Tempo, em Manaus, e afirma que vai proceder com a imediata demissão do colaborador pela conduta intolerável. Importante esclarecer que a imagem, captada no CDPM – Centro de Detenção Provisória de Manaus, não mostra a entrada de material ilícito, ou sequer a entrega de “corda”, conforme apontado por esta reportagem.

A ação apresentada no vídeo, ressaltamos que intolerável, teve o intuito de facilitar a comunicação entre internos. Em razão disto, de acordo com a Política de Departamento Pessoal e Procedimentos de Operação Interna, a empresa promoverá a imediata demissão por justa causa do colaborador (art. 482, b, CLT). E o vídeo será apresentado à autoridade policial competente.

A empresa reafirma que a imediata demissão somente é possível em razão de atividade exercida por empresa privada, sendo esta uma das principais características do modelo de cogestão do sistema prisional. Não obstante a situação identificada, a empresa UMANIZZARE reforça que é terminantemente proibido, conforme Lei Federal 12.012/2009, o porte e o uso de aparelhos de telefonia celular nas dependências da unidade prisional.

Outrossim, verificada a prática de conduta inadequada ou delito por qualquer indivíduo, é obrigação da autoridade, no caso, o policial militar autor das imagens, tomar de imediato as medidas legais cabíveis, conforme legislação penal”.

Isac Sharlon

EM TEMPO

1 Comment

1 Comment

  1. agente

    11 de janeiro de 2017 at 15:38

    E muito facil e cômodo olhar um vídeo e julgar as pessoas!O agente não deve pegar nada que esteja caído por fora para dar ao preso sem que seja comunicado ao supervisor ou monitoramento, justamente por causa destas atitudes maldosas de pessoas como deste sujeito que se diz pm.
    Notem que o pm diz!”Olha o agente ajudando o preso” esta corda existe ha anos esticada do Pavilhão 05p/Pavilhão 06.ela é autorizada pela direção. Ali pela muralha passa diariamente, comandante da Polícia, diretores da seap.e muitos outros da segurança. Eles veem mas não mandam tirar!o que aconteceu ali foi simplesmente a corda arrebentou e o interno pediu que o agente pegasse a ponta e nada mais! ” Agora quantas vezes ja fugiram internos! E sempre pela muralha por que não tinha pm!A mídia não fala por que ele é Estado.

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