Política

Vice-líder do governo na Câmara diz que Temer é o maior traidor do país

Temer disse que gravou um discurso que poderia fazer caso o pedido de afastamento fosse aprovado no plenário da Câmara, mas na hora de repassar para um amigo acabou enviando a um grupo de parlamentares - foto: divulgação

Temer disse que gravou um discurso que poderia fazer caso o pedido de afastamento fosse aprovado no plenário da Câmara, mas na hora de repassar para um amigo acabou enviando a um grupo de parlamentares – foto: divulgação

Deputados contrários ao impeachment condenaram, durante sessão para votar o relatório a favor do afastamento de Dilma Rousseff na comissão especial da Câmara, o áudio vazado do vice-presidente, Michel Temer, em que ele fala como se o impedimento já tivesse sido aprovado no plenário da Casa.

Um dos vice-líderes do governo na Câmara, o deputado Silvio Costa (PT do B-PE), chamou Temer de “o maior traidor e conspirador do Brasil” e tentou reproduzir o áudio de quase 14 minutos na sessão em seu microfone, mas o som foi abafado por vaias da oposição.

“Quero mostrar ao Brasil o homem que está tentando no próximo domingo ser presidente do Brasil”, disse Costa, antes da tentativa.

“Sabe o que é que o vice-presidente mais traidor da história do Brasil está fazendo nesse áudio? Ele está desrespeitando os 513 deputados desta casa. Ele está dizendo que já está resolvido o voto, que vai para o Senado, que já está aqui treinando o discurso de posse”, afirmou.

A fala é uma espécie de carta de apresentação do que seria uma gestão capitaneada por ele e foi enviada a parlamentares de seu partido, o PMDB, por mensagem.

Temer disse que gravou um discurso que poderia fazer caso o pedido de afastamento fosse aprovado no plenário da Câmara, mas na hora de repassar para um amigo acabou enviando a um grupo de parlamentares.

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) também criticou o áudio, dizendo que Temer, a quem chama de “golpista”, “está sentando na cadeira antes da hora”. Segundo ele, a fala foi vazada “sem querer querendo”.

“Ele está sentando na cadeira antes da hora. Ele é vice-presidente. Ele precisa manter a postura do cargo. Ele não pode trabalhar como um golpista e um operador”, disse, afirmando que o áudio acena para “acordo de cargos”.

Por Folhapress

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