Esportes

Vice do Flamengo Flávio Godinho minimiza condução coercitiva na Lava Jato

Vice-presidente de futebol do Flamengo, Flávio Godinho é indiciado na Lava jato - foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Vice-presidente de futebol do Flamengo, Flávio Godinho é indiciado na Lava jato – foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Sócio de Eike Batista durante anos e diretor da EBX até 2013, o advogado e atual vice-presidente de futebol do Flamengo, Flávio Godinho, foi conduzido coercitivamente na manhã de quinta-feira (22) à sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro para depoimento na 34ª fase da Operação Lava Jato. Apesar do envolvimento na investigação, o caso não chegou a abalar o moral do cartola nos corredores da Gávea.

Membros da alta cúpula da diretoria, aliados da situação e até membros da oposição rubro-negra garantem que a participação de Godinho na fase denominada ‘Arquivo X’ da Lava Jato não repercutiu tanto no clube.

Diretores da EBX e membros do antigo governo são investigados por supostos desvios na construção das plataformas P-67 e P-70, da Petrobras, construídas para a exploração do pré-sal, no ano de 2012.

Em contato com a reportagem, o vice de futebol e ex-executivo da EBX garantiu ter sido levado à Polícia Federal apenas como testemunha e foi breve. “Como fui ouvido acerca de fatos relacionados a terceiros, prefiro me calar”, disse, através de uma mensagem de celular deixando claro que gostaria de conversar apenas sobre Flamengo.

A boa fase do time em campo, inclusive, foi o que acabou blindando Godinho nos bastidores do clube. Com uma Gávea relativamente tranquila por conta de campanhas vitoriosas no Brasileiro (é vice-líder) e Sul-Americana (venceu o Palestino fora de casa), assunto não chegou a ganhar força.

No início do ano, como o envolvimento da EBX em escândalos, membros da oposição chegavam a bradar: “Godinho também vai cair”, diziam alguns. Mas o cartola seguiu de pé. Em sua vida pessoal e no Flamengo, onde goza de prestígio atualmente.

Mesmo evitando misturar o clube em sua situação na Lava Jato, o vice-presidente fez questão de entrar em contato com seus pares na Gávea para explicar o caso. Reforçou que foi ouvido apenas como testemunha e revelou que não respondeu a mais que duas perguntas. “Fiquei poucos minutos lá”, disse aos companheiros.

Procurado pelo UOL Esporte para falar sobre o assunto, o Flamengo minimizou o caso. “Trata-se de assunto de cunho pessoal e que não cabe ao Flamengo, como instituição comentar”.

Tentando passar longe das polêmicas na esfera policial, o vice de futebol volta suas atenções para dentro de campo. O próximo compromisso do time é no domingo contra o Cruzeiro, pelo Campeonato Brasileiro, onde disputa a liderança com o Palmeiras. Na quarta (28), o duelo de volta ­ onde precisa apenas de um empate ­ contra o Palestino, do Chile, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana.

Por Folhapress

Comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Quis autem vel eum iure reprehenderit qui in ea voluptate velit esse quam nihil molestiae consequatur, vel illum qui dolorem?

Temporibus autem quibusdam et aut officiis debitis aut rerum necessitatibus saepe eveniet.

Copyright © 2016 EM TEMPO Online. Todos Os Direitos Reservados.

Subir