Economia

Verticalização da pecuária em Matupi tem investimento de R$ 4,2 milhões

Um frigorífico com capacidade inicial para abater 200 animais/dia deverá entrar em operação a partir de novembro - foto: divulgação

Um frigorífico com capacidade inicial para abater 200 animais/dia deverá entrar em operação a partir de novembro – foto: divulgação

Com uma cadeia leiteira em franca consolidação, Santo Antônio do Matupi, distrito de Manicoré (a 450 quilômetros de Manaus), está se preparando para a verticalização da pecuária de corte, tornando-se polo da produção e beneficiamento de subprodutos de origem bovina no Estado.

Um frigorífico com capacidade inicial para abater 200 animais/dia deverá entrar em operação a partir de novembro. O local está em processo de certificação pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf), órgão vinculado à Secretaria de estado de Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror). O objetivo é agregar valor à cadeia produtiva com o envio da carne processada para Manaus. Atualmente, o abate é feito na capital.

Equipado com técnicas de resfriamento dentro do confinamento para controle sanitário de bactérias, o local tem ainda conforto térmico para os animais que ficam um dia no galpão, antes do abate. No entorno, a sensação térmica de calor deverá ser amenizada com o plantio de 2 mil mudas de açaí, segundo o proprietário Josué de Freitas. “Durante o abate, o animal será isolado e imobilizado por sistema de automação pneumática”, explica o proprietário.

“Esse tipo de ação garante uma melhor qualidade da carne, já que evita o estresse do animal”, explica o coordenador de Pecuária da Sepror, Alberto Holanda. O investimento já soma R$ 4,2 milhões.

O local contará ainda com tratamento de efluentes. De acordo com Josué de Freitas, para atestar a limpeza da água tratada, serão criados peixes em tanques construídos para receber a água tratada. Outro diferencial será o pré-beneficiamento do couro de boi e o aproveitamento da gordura bovina para a produção de bio sebo, a segunda matéria prima mais utilizada para a produção de biodiesel no País, segundo relatório da ONG Repórter Brasil. Considerado uma das melhores fontes para a produção de combustível, o resíduo animal representa cerca de 20% do combustível limpo feito no Brasil. A expectativa é atingir a produção de 100 mil litros/mês.

O secretário de estado de Produção Rural e Sustentabilidade, Sidney Leite, visitou as instalações do frigorífico no km 192 da BR-230 (Transamazônica), no último final de semana, durante a 8ª Exposição Agropecuária de Santo Antônio do Matupi (Expomat). “Atrair investimentos como esse para polos de produção no interior do Estado é também fomentar o pequeno produtor que passa a ter garantia da compra. Aqui na região, além do beneficiamento de carne bovina, haverá também a instalação de um abatedouro de frango agregado ao frigorífico, para absorver a produção local”, explicou o secretário.

Sidney Leite visitou ainda o laticínio Matupi, cuja certificação foi entregue no mês de abril. O Serviço de Inspeção Estadual (S.I.E) concedido pela Adaf é a garantia de que o estabelecimento está de acordo com as regras sanitárias do segmento.  “Há oito anos Santo Antônio da Matupi vem apresentando um crescimento de 80% na bacia leiteira. A perspectiva é de que a região passe a beneficiar  100 mil litros de leite/mês nos próximos anos”, afirmou.

A instalação de um laticínio dentro do distrito, há seis meses, já é responsável por embarcar para Manaus, todo mês, um contêiner resfriado com 35 toneladas de queijo tipo mussarela, coalho e prato, a partir do beneficiamento do leite de pequenos produtores da região.

Com informações da assessoria de comunicação

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