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Vereadores sem partido têm até setembro para buscar novas filiações

Cautelosos, Elias Emanuel, Professor Samuel e Professora Jaqueline dizem que há vários fatores em jogo antes de passar da fase de ‘namoro’ para o ‘casamento’ com outro partido – fotomontagem: EM TEMPO Online

Cautelosos, Elias Emanuel, Professor Samuel e Professora Jaqueline dizem que há vários fatores em jogo antes de passar da fase de ‘namoro’ para o ‘casamento’ com outro partido – fotomontagem: EM TEMPO Online

Os vereadores sem partido da Câmara Municipal de Manaus (CMM) ainda continuam “namorando” os partidos políticos mesmo após a aprovação do tópico da reforma política que mantém o sistema eleitoral por votos proporcionais e com isso o prazo para o “casamento” começa a ficar apertado.

O vereador Professor Samuel, por exemplo, afirmou que, como já está sendo encerrada a questão do sistema de eleições no processo da reforma política, já tem em mente o que deve fazer.

“Já temos ideia do que deve ser feito, porém os partidos políticos, em regra, estão com a cota de um, dois, três e até quatro vereadores. Nesse momento em que se afunila o tempo para a escolha, que deve ser definido até setembro, precisamos analisar profundamente, pois apesar de ter recebido convite de várias siglas não podemos escolher uma que tenha candidatos com uma proporção de votos muito grande, pois é necessário levar em consideração que devemos escolher um partido que nos dê condições de ter uma disputa o mais justa possível e equilibrada”, analisou o parlamentar.

Segundo o vereador, é difícil de competir em iguais condições com aqueles parlamentares que lideram grandes somas de votos nos partidos de maior representatividade, como é possível verificar parlamentares eleitos com aproximadamente 18 mil votos, enquanto outros não alçam 11 mil, portanto apesar do afunilamento do prazo para escolha, com a aproximação de setembro, Samuel destaca que o momento atual é de estudo e “não, ainda, de escolha, porque a ir para o partido certo representa meio caminho andado”.

Convites

O vereador reafirmou, como em entrevista concedida ao EM TEMPO no mês de março, que já recebeu alguns convites e tem conversado com siglas como o PV, PTN, PTC, PHS, além de outras, porém a definição da escolha será feita quando chegar mais próximo do fim do prazo que a lei estabelece para filiação daqueles que pretendem concorrer às eleições no próximo ano.

Na opinião da vereadora Professora Jaqueline, o momento é de negociar com os partidos políticos já de olho em uma possível reeleição, em 2016.

“Todo candidato entra em um partido para concorrer às eleições com oportunidades iguais aos colegas de ganhar, como já foram definidos pontos importantes da reforma política, onde na verdade não houve mudança alguma, vamos iniciar as negociações com os partidos e escolher um onde se tenha condições de obter sucesso na campanha de 2016”, antecipou ao apontar convites de siglas como PV, PTN, PHS.

“É preciso ter coerência na filosofia e nas ações do partido, por exemplo, o Partido Verde (PV) é uma sigla que eu me identifico muito, pelas causas ambientais, pois, como professora, sei que o meio ambiente (fauna e flora) são legados que a humanidade precisa proteger. Isso, porém, não significa que eu vá para lá, existem vários partidos, mas eu me identifico com a proposta política deles (PV)”, revelou a vereadora que integrava o PPS.

Decisão para depois

O líder do governo, vereador Elias Emanuel, declarou que, devido à posição que ocupa na casa legislativa, não é possível tomar decisões sem conversar com o seu líder, o prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto, porém no retorno do recesso parlamentar, no mês de agosto, irá anunciar qual sigla deverá receber a sua filiação.

“Estou hoje na condição de líder do prefeito Arthur Neto na Câmara Municipal, portanto não devo tomar nenhuma decisão sem conversar com o meu líder, mas tenho a convicção que preciso ir para um partido que tenha similaridade nas suas linhas de ação, como o PSB, por exemplo, o PSDB é um partido que está na oposição ao governo central, além de ser o partido do prefeito é uma forte possibilidade que temos, mas ainda vou conversar com Arthur. Preciso me filiar a um partido com o mesmo ideário que já sigo, e o PSDB me agrada muito, o tucanato”, afirmou Elias.

O vereador ressaltou, ainda, que a partir do momento em que o PSB (seu antigo partido) faz a fusão com o PPS, ele tem liberdade para seguir para qualquer partido, no entanto, prefere conversar e definir essa situação com muita cautela e serenidade.

 

Helton de Lima (Jornal EM TEMPO)

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