Política

Vereadores se ‘estranham’ em debate na tribuna

                                             Joana D’Arc teve microfone cortado – Tiago Corrêa/CMM

Diante de um debate acalorado nesta terça-feira na Câmara Municipal de Manaus (CMM), onde a falta de abastecimento de água voltou a ser o tema predominante e a defesa da oposição em se instalar uma investigação na casa, os ânimos se acirraram, gerando um bate-boca
entre vereadores.

Autor de um requerimento de pede a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a concessionária de água da cidade, o petista Sassá da Construção Civil afirmou que já conseguiu apoio de 14 vereadores e que vai formalizar o pedido à mesa diretora, ainda hoje. Segundo ele, há inclusive apoio e assinatura de parlamentares do PSDB, da base do prefeito Arthur Neto, mas não citou nomes.

Líder de Arthur na casa, o vereador Joelson Silva (PSC), no entanto, esclareceu que há uma comissão responsável na Câmara para tratar o assunto e que não há necessidade de uma investigação. “Vocês sabem o que aconteceu com as CPIs anteriores. Não sabem?”, criticou.

Na mesma linha de pensamento, o vereador Dante (PSDB) defendeu a concessionária Manaus Ambiental e disse que a empresa tem feito o seu trabalho. Ele disse ainda que se há algo errado, os parlamentares têm que pressioná-la e não criar uma CPI.

Diante da discussão, alguns vereadores chegaram a dizer que uma investigação resultaria em “pizza”, declaração essa que gerou discórdia entre os vereadores, que se excederam em seus pronunciamentos ao defenderem seus pontos de vista sobre o assunto.

Chico Preto (PMN) discordou dos parlamentares que não veem a CPI como um instrumento de trabalho da casa legislativa. “Se tiverem 14 vereadores de acordo, nós iremos investigar essa empresa, pois não há cabimento em sermos cobrados por uma taxa de 100% para o tratamento de esgoto e não termos esse serviço em nossa sociedade. Em outras capitais, a cobrança desse serviço é de 30%, 40%. Por que aqui é o dobro? ”.

Microfone cortado

Ao discursar na tribuna, Joana D’Arc protagonizou outro bate-boca ao ter seu microfone cortado pela mesa diretora após questionar a redução de seu tempo, uma vez que outros vereadores extrapolaram seus discursos. Em seguida, o presidente da casa, Wilker Barreto (PHS), encerrou a sessão.

Revoltada com o ato, Joana D’Arc adiantou que vai dar entrada num boletim de ocorrência contra Wilker por tentar constrangê-la durante a sessão plenária.

“Quem manda aqui não é o presidente Wilker Barreto, quem manda aqui é o povo. E estou em luta por todas as mulheres presentes na casa, pois eu não fui vetada por apenas uma ou duas vezes de falar aqui, mas várias. Lutarei até o fim e não vou me calar”, bradou.

Em nota, Barreto informou que a sessão já se encaminhava para o encerramento e que a vereadora já havia solicitado uma questão de ordem considerada improcedente pela mesa diretora, uma vez que ela não havia sido citada por outro parlamentar. “Por conta disso, durante a discussão o presidente considerou encerrar a sessão”.

A nota ainda esclarece que a vereadora já havia utilizado os quatro minutos previstos no grande expediente dentro do bloco partidário do qual faz parte o PR. Joana chegou a solicitar comunicado parlamentar, no entanto, o referido tempo já havia sido utilizado pelo líder do PR, vereador Cláudio Proença.

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