Política

Vereadores divergem sobre o Plano Municipal de Educação

Vereador Bibiano usou a tribuna para cobrar a entrega do Plano de Educação na CMM e as audiências públicas sobre o assunto - foto: fotomontagem EM TEMPO Online

Vereador Bibiano usou a tribuna para cobrar a entrega do Plano de Educação na CMM e as audiências públicas sobre o assunto – foto: fotomontagem EM TEMPO Online

Os vereadores Therezinha Ruiz (DEM) e Bibiano (PT) realizam um embate político nesta quarta-feira (3) no plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) por conta do processo de elaboração do Plano Municipal de Educação (PME). Bibiano criticou a forma como está sendo construído o plano e foi contestado pela vereadora.

Para Therezinha Ruiz, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) tem mobilizada toda a sua estrutura no empenho para criar o documento. “Estamos fazendo a nossa parte, divulgando o Plano de Educação, que terá validade de dez anos e por isso deve ser muito bem discutido e trabalhado. Temos feito mobilização nas escolas, nas comunidades, tanto que em algumas reuniões já tivemos mais de 200 pessoas, isso é mobilização sim!”, destacou.

“É muito fácil ser oposição, pois você critica, e como muitas vezes a população não está conhecendo a situação, acaba acreditando na acusação, mesmo quando não é verdadeira”, disparou a parlamentar.

A democrata informou que o documento do plano permaneceu um mês no site da secretaria, e que quando o documento oficial chegar na casa legislativa, provavelmente poucas alterações serão feitas. “Quando estivermos com o documento em mãos, poucas coisas serão mudadas, pois o texto é tirado do PNE, mas é claro que ouviremos professores, gestores e outros, pois eles possivelmente terão algumas estratégias ou ideias que podem contribuir para a melhoria do plano e aí poderão ser acrescentadas algumas emendas, porém o norteador sempre será o plano nacional”, fechou Therezinha.

O vereador Professor Bibiano (PT), cobrou, na tribuna da CMM, que o documento oficial, contendo a minuta com o diagnóstico do atual quadro da educação municipal, bem como as metas que o PME está contemplando, deveria ter sido entregue à casa, antes das audiências públicas que estão sendo realizadas pela Comissão de Educação (Comed) da casa legislativa. “Eu disse na primeira audiência que trata da questão que esse plano só será efetivado, e será um plano legal, no sentido legal da palavra, se a sociedade civil ajudar a construir esse plano, e a partir da minha cobrança, na primeira audiência pública que foi realizada, se passou a dar uma publicidade a isso”, afirmou o petista.

Bibiano criticou ainda o fato de a câmara estar tratando do tema com urgência para entregar o plano dentro do prazo estabelecido, 26 de junho. “A sociedade não quer um plano para apenas se cumprir um rito, mas que garanta efetividade das metas do plano nacional de educação, entre uma delas, a universalização da educação”, finalizou o Professor.

Para o líder do governo, vereador Elias Emanuel (sem partido), não há pressa no processo de elaboração do plano de educação, pois o PME começou a ser pensado e organizado há cerca de dois anos, durante a conferência municipal de educação. “A Comed antecipou-se e já está coletando sugestões com relação ao plano municipal, este plano deve chegar à câmara na próxima semana. Tivemos uma audiência na terça-feira (2), na Zona Norte da cidade, onde estiveram presentes 200 pessoas, então ninguém pode dizer que essas audiências estejam longe da participação popular”, defendeu o líder.

 

Por Helton de Lima Equipe EM TEMPO

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