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Vereadores de Parintins criticam atos da presidência

Vereadores se reuniram com o presidente da casa, Everaldo Batista, para questionar sobre gastos nas férias - foto: divulgação

Vereadores se reuniram com o presidente da casa, Everaldo Batista, para questionar sobre gastos nas férias – foto: divulgação

Parintins (AM) – Uma reunião na última quarta-feira com a participação de nove vereadores revelou uma crise interna na Câmara Municipal de Parintins (distante 369 quilômetros de Manaus).  Os parlamentares questionaram supostas irregularidades e desmandos administrativos praticados pelo presidente da casa, vereador Everaldo Batista (Pros).

Os vereadores querem saber como a Câmara consumiu durante o mês de janeiro deste ano, uma cota de 1,2 mil litros de gasolina se não havia atividades na casa devido o recesso de fim de ano.  A gasolina, segundo relatório de despesas da casa, foi utilizada em serviços administrativos e pela presidência da Câmara.

“O que nos causa estranheza é o fato de que, nesse período, estávamos em recesso e a maioria dos funcionários em gozo de férias, ou seja, não havia trabalho”, afirmaram os vereadores para o EM TEMPO.

Um outro questionamento  diz respeito à política de contenção de despesas aplicada por Batista que cortou serviços essenciais para as atividades da Câmara e a divulgação dos atos legislativos dos agentes políticos.

Questionaram também o  fato do chefe de gabinete da casa, pastor Franderlício Santos, conhecido como pastor Fran, ter  mais poderes do que os próprios vereadores. “Um exemplo disso são os carros oficiais da Câmara que ficam à disposição do funcionário e nós, vereadores, não podemos usar a serviço”, afirmam.

Participaram da reunião os vereadores Karine Brito (PSD), Ernesto de Jesus  (PTN), Gelson Morais (PSD), Juliano Santana (PDT), Ray Cardoso (PMDB), Nelson Campos (PRTB), Mateus Assayag (PR), Maildson Fonseca (PSDB) e Rildo Maia (PMDB).

Everaldo se defende

O presidente da Câmara municipal, Everaldo Batista, disse que adotou as medidas de economia em razão da crise e negou que seu chefe de Gabinete tenha superpoderes na casa.

“É que todo mundo pensa que aqui está sobrando dinheiro e não está. O Estado está enfrentando dificuldades financeiras, o município também e os repasses da Câmara caíram muito. Quanto ao uso da gasolina, temos como comprovar quem não foi desviada e, sim, utilizada no serviço administrativo da Câmara”, afirmou Batista.

Ele debitou parte das questões levantadas pelos seus colegas ao clima pré-eleitoral. “O que estamos vendo na verdade é o começo da disputa eleitoral. Nada mais, tudo que fazemos na Câmara é com transparência”, finalizou.

A disputa pela prefeitura de Parintins já contabiliza oito pré-candidaturas ao cargo ocupado hoje pelo prefeito Alexandre da Carbrás (PSD). Ele, inclusive, é pré-candidato à reeleição.

Por Tadeu de Souza

 

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