Política

Vereadores de Manaus avaliam PL que torna obrigatória porta giratória em bancos

O plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) iniciou na manhã desta terça-feira (2) discussão sobre o Projeto de Lei (PL) 151/15, de autoria do vereador Plínio Valério (PSDB), que obriga os estabelecimentos bancários de Manaus instalar em suas entradas de acesso portas giratórias com detector de metais.

Atendendo a uma demanda dos bancários, que alegam aumento de insegurança nos estabelecimentos da capital, os vereadores aprovaram o pedido de Valério para que o PL tramite em regime de urgência, podendo ser votado em um prazo de 30 dias.

De acordo com o vereador Plínio Valério, a categoria já articula uma paralisação de advertência, de 24 horas, visando chamar atenção para a retirada das portas em algumas agências de Manaus, o que vem causando incômodo à categoria, que se sente ameaçada pela falta de segurança.

“A categoria está preocupada com essa situação. Eu creio que, com o projeto que estamos apresentando, não seja preciso isso. Devemos tomar como exemplos outras cidades que têm essa lei municipal, como é o caso do Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP)”, disse o parlamentar.

Ainda segundo Valério, a retirada das portas causa uma insegurança para toda a população, que fica a mercê dos bandidos.

Caso haja aprovação do PL todos os bancos da cidade terão um prazo de 60 (sessenta) dias para o cumprimento da lei. O não cumprimento da lei implicará em multa diária R$ 74,79 em Unidade Fiscal do Município (UFMs), e caberá ao poder Executivo Municipal fiscalizar.

Em Manaus não existe uma legislação municipal ou estadual que obrigue as instituições bancárias a instalar ou manter as portas com detector de metal.

“Esse equipamento não impede os assaltos, mas inibe os assaltantes, pois passam por uma fiscalização mais rigorosa”, opinou Plínio Valério.
Durante reunião do parlamentar com representantes do Sindicato dos Bancários do Amazonas (Seeb/AM), o vereador foi informado de os bancos relataram tomar essa iniciativa por estarem recebendo muitas ações dos usuários por constrangimento.

Conforme o vereador, essas ações existem, mas não é um problema relacionado somente as portas giratórias, a maior parte está relacionada ao atendimento para os clientes do banco.

“Os clientes são obrigados a passar várias vezes pela porta detectora de metais e muitas vezes não tem nada. Então, vem o vigilante mal preparado e faz um péssimo atendimento. A meu ver, esse problema se resolve com uma abordagem melhor”, avaliou Valério.

Duplicidade e questionamento

O PL ainda pode passar por algumas mudanças, devido ao questionamento da vereadora Therezinha Ruiz de Oliveira (DEM). De acordo com a parlamentar, outro projeto com a mesma característica, de sua autoria, foi criado e encaminhado à CMM.

Ainda segundo Therezinha, o projeto teve de esperar seis meses  para  ser aprovado e entrar em pauta na casa.

Já o vereador Plínio Valério acredita que o projeto da vereadora Therezinha Ruiz pode ser associado ao dele e ambos poderiam trazer melhoria, tanto para população, como para os bancários.

“Não vejo nenhum problema em juntar os projetos. Só acho que há realmente uma urgência, pois os bancários já estão nas ruas mobilizados para ver se essas portas voltam ou são reinstaladas. Recebo relatos de funcionários que sofrem da síndrome de pânico, funcionários que pedem licença por não ter como enfrentar esse medo da insegurança”, concluiu Valério.

Por Henderson Martins (especial equipe EM TEMPO Online)

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