Política

Vereadores de Iranduba são impedidos de ouvir Xinaik

Comissão tentou liberar oitiva junto à Justiça estadual, mas Comando da PM informou que vereadores não foram autorizados a entrar no CPE - foto: Ione Moreno

Comissão tentou liberar oitiva junto à Justiça estadual, mas Comando da PM informou que vereadores não foram autorizados a entrar no CPE – foto: Ione Moreno

A Comissão Processante da Câmara Municipal do Iranduba, que apura o caso de corrupção que envolve o prefeito de Iranduba afastado, Xinaik Medeiros (Pros), foi barrada na tarde de ontem, na portaria do Comando de Policiamento Especializado (CPE), bairro Dom Pedro, Zona Centro-Oeste. Por duas horas e meia, vereadores e advogados tentaram autorização do Comando da Polícia Militar do Amazonas para colher o depoimento de Xinaik, mas não passaram da portaria.

O presidente da Comissão Processante, vereador Jarmison Azevedo (PTB), chegou ao CPE, com a comitiva, por volta das 14h, e deixou a portaria somente às 16h30, sem conseguir colher o depoimento do prefeito afastado. “Fomos impedidos de ouvir o prefeito Xinaik Medeiro. Eu não sei qual é o motivo, não sei qual é a manobra. Mas, nós temos o plano B”, disse o vereador. Na pressa de deixar a portaria do comando, ele não esclareceu qual é o plano B.

Conforme a assessoria da comissão processante, o prefeito seria convocado para ser ouvido em Iranduba, na sessão de ontem. A comissão aguardava a decisão da desembargadora na última terça-feira (16) e que ela oficiasse à Polícia Militar para fazer o translado do prefeito afastado até a Câmara Municipal de Iranduba. Mas, na noite de terça-feira (16), os parlamentares acolheram solicitação da defesa de Xinaik, para que ele fosse ouvido em Manaus, no CPE.

De acordo com Azevedo, o pedido de liberação de Xinaik à Justiça do Amazonas para a realização da oitiva com o prefeito afastado recebeu parecer favorável do Ministério Público do Estado. No entanto, segundo a assessoria da comissão, a desembargadora Carla Maria Reis não despachou o pedido.

“A oitiva foi inclusive liberada pelo Ministério Público. Não sei o porquê da interferência de ouvir o prefeito Xinaik Medeiros, uma vez que a comissão foi instalada no município para ter o poder de ouvir o acusado, que é o prefeito de Iranduba”, criticou.

O Comando da Polícia Militar do Amazonas informou por meio de nota que não permitiu a entrada dos parlamentares da comissão, “porque não recebeu nenhuma determinação da Justiça envolvendo o ex-prefeito de Iranduba, que está preso em uma unidade Militar da PM-AM”. A nota reforça, ainda que, “qualquer procedimento terá quer ser autorizado pelo juiz competente”.

Por Emerson Quaresma

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