Política

Vereadores cobram explicação da Manaus Ambiental pela falta do serviço na capital

Presidente da CMM, vereador Wilker Barreto (PHS), que designou a Comissão de Serviço Público da CMM (Comserp) para agendar a audiência e discutir a problemática - foto: divulgação

Presidente da CMM, vereador Wilker Barreto (PHS), que designou a Comissão de Serviço Público da CMM (Comserp) para agendar a audiência e discutir a problemática – foto: divulgação

A prestação do serviço de abastecimento de água em Manaus voltou a ser pauta de discussões no Plenário da Câmara Municipal de Manaus (CMM) e, para isso, a Casa vai realizar Audiência Pública com o presidente da empresa Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estado do Amazonas (Arsam) e outros órgãos ligados para exigir esclarecimentos pelo descumprimento de alguns itens no contrato da concessionária.

Quem levantou a discussão foi o vereador Waldemir José (PT), que destacou pontos como a falta do serviço nos finais de semana e a pressão da água que continua em medida menor, durante o Grande Expediente, desta quarta-feira (4), no plenário da Casa Legislativa.

De acordo com ele, a empresa Manaus Ambiental prometeu investimento de R$ 3,4 bilhões durante o tempo de concessão do serviço, porém o investimento para a melhoria do fornecimento ainda não chegou à população.

O discurso do parlamentar teve o apoio do presidente da CMM, vereador Wilker Barreto (PHS), que designou a Comissão de Serviço Público da CMM (Comserp) para agendar a audiência e discutir a problemática.

Na ocasião o petista vai solicitar da Arsam a multa aplicada contra a concessionária, no valor de R$ 1,5 milhão pelo descumprimento de contrato. “É preciso identificar o quanto já foi pago pela empresa e o porquê que os serviços continuam sendo de má qualidade”, completou Waldemir José.

Por sua vez, vereador Walfran Torres (PTC) ressaltou que a empresa não tem responsabilidade com a prestação dos serviços oferecidos aos consumidores, ao exigir a presença do presidente da Manaus Ambiental, Alexandre Bianchini, na audiência. “Essa empresa tenta colocar um rótulo de ‘palhaço’ na população. Não queremos ouvir o que já foi dito, e sim questionar o presidente dessa empresa que nunca veio aqui para dar as explicações”, continuou Walfran Torres

Em apoio à audiência, o presidente da Comserp, vereador Elias Emanuel (PSDB), disse que a Comissão estará à disposição para travar a discussão, ao adiantar que a Prefeitura de Manaus está vigilante a atuação da Manaus Ambiental. Em breve relato, o líder do governo lembrou que a gestão municipal passada impôs à empresa, que a mesma cobrisse 80% de toda a cidade com rede de esgoto até 2045, sendo que a gestão atual reduziu a data para 2030.

“Desde o funcionamento definitivo do Programa Águas para Manaus (Proama), em outubro de 2013 até o momento, 120 poços artesianos foram desligados nas zonas Norte e Leste de Manaus, porque a meta da prefeitura é que a concessionária leve água tratada, sem precisar retirar água do lençol freático”, observou Elias Emanuel.

Ainda de acordo com o vereador, hoje, a empresa começa a construção de uma adutora que começa no bairro Mundo Novo, zona Norte, e vai até o bairro Monte das Oliveiras, na mesma zona. “Isso irá reforçar o abastecimento do serviço nos bairros Novo Israel, Santa Etelvina e no conjunto Viver Melhor. Portanto, a prefeitura tem sido extremamente exigente no que diz respeito ao abastecimento d’água”, frisou o líder.

 

Por sua vez, o vereador Marcel Alexandre (PMDB) cobrou medidas duras por parte do prefeito contra a empresa. “É preciso ação de todos os poderes envolvidos para tirar a cidade dessa crise. Água é um bem de vida que não pode ser negado”, ressaltou Marcel. Também manifestaram apoio ao debate os vereadores Arlindo Junior (PROS) e Luis Mitoso (PSD).

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