Política

Vereador quer criar CPI para investigar radares, em Manaus

Segundo o vereador, a atual empresa vencedora da licitação teria relação com a antiga empresa que prestava o serviço na cidade - foto: Ricardo Oliveira

Segundo o vereador, a atual empresa vencedora da licitação teria relação com a antiga empresa que prestava o serviço na cidade – foto: Ricardo Oliveira

Diante das denúncias a respeito de uma possível fraude na licitação dos radares de Manaus que envolve o Consócio Manaus Seguro, o vereador Waldemir José (PT) anunciou que vai propor aos vereadores que assinem, nesta segunda-feira (26), um pedido de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o processo de licitatório na contratação de empresas para implantar o sistema de radar (corujinha) na cidade. Além disso, Waldemir pedirá o afastamento imediato do diretor-presidente do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans), Paulo Henrique Martins, e entrará com requerimento solicitando cópia do processo licitatório.

Segundo o vereador, a atual empresa vencedora da licitação teria relação com a antiga empresa que prestava o serviço na cidade. Manaus está há sete meses sem radares; os aparelhos de fiscalização eletrônica foram retirados no dia 18 de março deste ano, depois que o contrato com a empresa Consladel, antiga operadora dos radares, expirou.

Na semana passada, o prefeito Arthur Neto (PSDB) disse que está em sinal de alerta sobre possíveis fraudes no sistema. De acordo com o presidente da Manaustrans, Paulo Henrique Martins, a Consladel não tem qualquer ligação com a atual  empresa que ganhou a licitação.

“A licitação para a instalação dos radares foi vencida por uma outra empresa, que não tem qualquer ligação com Consladel. A que saiu vencedora apresentou o menor preço e passou por uma verificação de todos os registros nos Estados e não foi encontrada nada que abonasse a sua conduta”, afirmou Paulo Henrique.

Na última sexta-feira (23), o vereador professor Bibiano (PT) protocolizou, no Tribunal de Contas do Estado (TCE), pedido de medida cautelar solicitando a imediata suspensão do processo licitatório para instalação de 36 radares na cidade após a constatação de que a empresa vencedora do certame pertence a Labib Faour Auad, mesmo proprietário da Consladel, que ficou famosa pelo envolvimento em escândalos.  O valor do contrato firmado com a prefeitura por meio do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans) é de R$ 7,680 milhões.

De acordo com Bibiano, é inadmissível que a prefeitura, por meio do Manaustrans, não tenha tomado os devidos cuidados para garantir a lisura do processo licitatório, escolhendo como vencedor um consórcio que não atende aos requisitos fundamentais e, ainda, que possui evidente envolvimento com uma empresa metida em falcatruas, como a Consladel.

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