Política

Vereador critica corte no SUS e diz que Manaus também ficará desassistida

Segundo Doutor Ewerton Wanderley (PSDB), demissões em massa no Distrito ameaçam congestionar ainda mais o Sistema Único de Saúde – foto: Tiago Corrêa/CMM

Segundo Doutor Ewerton Wanderley (PSDB), demissões em massa no Distrito ameaçam congestionar ainda mais o Sistema Único de Saúde – foto: Tiago Corrêa/CMM

O impacto no Amazonas do corte de 50% dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) rendeu protesto de pelo menos um vereador da Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta segunda (15), além do alerta de que a desassistência no serviço não poupará a população da capital do Amazonas.

A estimativa é que o corte de R$ 11.774 bilhões, que integra as medidas de ajuste fiscal do governo Dilma Rousseff (PT), vai prejudicar 2 milhões de pessoas do interior do Amazonas, o que foi considerado pelo vereador Doutor Ewerton Wanderley (PSDB) um retrocesso para a saúde.

“A saúde no Brasil vai andar na contramão, iremos perder vários dos programas de saúde que já existem junto ao governo federal, pacientes que fazem uso crônico de certas medicações vão sentir grande dificuldade”, disse o político, que integra o grupo político que apoia o prefeito Arthur Neto na Câmara e se opõe à coalização que comanda o Planalto.

Segundo o vereador tucano, os efeitos do decreto presidencial 8.456, de 22 de maio de 2015, tendem a se estender à capital amazonense, dada a recessão econômica e perda de empregos no Polo Industrial de Manaus (PIM) e em empresas de outros setores que oferecem planos de saúde a seus colaboradores.

“As pessoas que eram empregadas, que tinham um plano de saúde, quando ficam desempregadas, tendem a migrar para o atendimento no SUS. Isso pode congestionar ainda mais o sistema”, lamentou Ewerton, ao lembrar que o PIM já mandou cerca de 15 mil pessoas para casa neste ano.

Em depoimento à imprensa, o titular da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Wilson Alecrim, destacou que a maior parcela de amazonenses prejudicada pela medida federal está no interior, uma vez que a totalidade da população desses municípios depende única e exclusivamente do SUS.

Ainda conforme o secretario, um manifesto – chamado ‘Carta à Nação’ – em discordância da redução para a Saúde foi aprovado pelo Conselho de Secretários de Saúde (Conass), em assembleia.

Com informações de Henderson Martins (especial EM TEMPO Online)

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