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Venezuela reage à decisão do Mercosul sobre presidência conjunta do bloco

Pelas regras do Mercosul, a Venezuela deveria ter assumido a presidência rotativa em julho, depois do fim do mandato do Uruguai - foto: divulgação

Pelas regras do Mercosul, a Venezuela deveria ter assumido a presidência rotativa em julho, depois do fim do mandato do Uruguai – foto: divulgação

A Venezuela reagiu  nesta quarta-feira (14) à decisão dos chanceleres do Mercosul de não permitir que o país exerça a presidência pro tempore do bloco. Ontem (13), Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai anunciaram que o grupo regional será comandado conjuntamente por eles pelos próximos seis meses.

Pelas regras do Mercosul, a Venezuela deveria ter assumido a presidência rotativa em julho, depois do fim do mandato do Uruguai. No entanto, segundo os demais integrantes do bloco, o país de Nicolás Maduro descumpriu compromissos assumidos no Protocolo de Adesão ao Mercosul, assinado em Caracas em 2006, o que impede a transferência.

A ministra de Relações Exteriores da Venezuela, Delcy Rodríguez, disse hoje que o governo venezuelano manterá sua luta em defesa do tratado constitutivo do Mercosul, que prevê a troca da presidência por tempo a cada seis meses e por ordem alfabética.

A chanceler venezuelana considera que o país está no exercício pleno do comando do Mercosul desde o fim de julho e rechaça a declaração conjunta divulgada ontem pelos parceiros do bloco, que, segundo ela, “enfraquece a legalidade” da organização.

“No Mercosul, as decisões se adotam por consenso e respeitando as normas de funcionamento. Não permitiremos violações dos tratados. Tentar destruir o Mercosul mediante artimanhas antijurídicas é reflexo da intolerância política e desespero de burocratas”, escreveu a ministra em sua conta no Twitter.

Por Agência Brasil

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