Economia

Vendas para a ceia de Natal estão tímidas

Gerentes e proprietários de supermercados da cidade ainda estão receosos para iniciar as vendas dos itens para a ceia de Natal devido à crise - foto:divulgação

Gerentes e proprietários de supermercados da cidade ainda estão receosos para iniciar as vendas dos itens para a ceia de Natal devido à crise – foto:divulgação

Mesmo com a proximidade das festas de fim de ano, os itens mais procurados para compor a ceia natalina, como peru, bacalhau e pernil, ainda não ganharam destaque nas prateleiras dos supermercados de Manaus. A expectativa de gerentes desses estabelecimentos é de que os produtos estejam disponíveis a partir da próxima sexta-feira (20).

De acordo com o gerente do setor de alimentos do supermercado Carrefour, no bairro Flores, Zona Centro-Sul, Cristóvão Firmino, o estabelecimento ainda não está comercializando os produtos que compõem a cesta natalina. Dos itens alimentícios mais procurados, ele afirmou que apenas o panetone já chama a atenção da clientela. “Ainda não estamos colocando para venda e nem temos previsão de quando isso irá acontecer. Ainda não compramos produtos de revenda para a ceia de Natal, acredito que no próximo dia 20 chegue alguma carga aqui”, disse Firmino, ao destacar que o mercado com projeções fará com que os preços sofram alterações.

“Quando chegarem os produtos nós vamos analisar quais preços serão praticados. Neste ano tivemos aumentos de impostos e isso vai pesar no preço final”, afirmou.

No hipermercado DB Paraíba, a situação é similar. Os produtos da cesta natalina ainda não estão disponíveis – com exceção do panetone -, e, de acordo com uma das funcionárias do estabelecimento ainda não há previsões para a chegada dos produtos.

A funcionária lamentou, também, os reajustes que alguns dos itens da cesta de Natal sofrerão. “Infelizmente preços serão reajustados, pois a crise está afetando os consumidores e também aos supermercados. Todo ano tem alta de preço, mas desta vez acredito que será maior ”, enfatizou.

O aposentado Joel Moura Bianucci, 69, conta que há alguns dias percebeu que a maioria dos supermercados ainda não oferece ao cliente as opções de produtos para a ceia de Natal. Porém, ele afirmou que ainda não procura esses itens por dois motivos. “Neste ano, vou deixar para comprar próximo ao Natal. Se comprar agora tem o risco de estragar e, mesmo se já tivesse procurando e pesquisando algumas coisas, eu esperaria para comprar com preços mais em conta. Não quero gastar como antes, até porque não sabemos o dia de amanhã”, observou o aposentado, que se mostrou cauteloso com os gastos.

Impostos vão pesar

Apesar do anúncio da BRF, dona de marcas como Sadia e Perdigão, informando que os produtos como peru, pernil e chester não sofrerão aumento, os consumidores pagarão mais caro por conta dos impostos que são cobrados aos supermercados.

O economista Ailson Rezende explicou que, em função dos aumentos de diferentes produtos e serviços que estão ocorrendo no Brasil os consumidores estão cautelosos.

Ele lembrou o aumento do diesel, que influencia no preço das transportadoras. De acordo com o economista, o consumidor está temeroso e esse cenário poderá continuar no início de 2016. “Já notamos que o brasileiro colocou bruscamente o pé no freio. Com toda essa retração, o comerciante passou a também comprar menos para que os produtos da cesta natalina não estraguem. O comerciante espera uma reação do mercado para não ter prejuízo”, explicou.

O economista destacou ainda que a energia elétrica aumentou para o uso doméstico 38,8%, mas para o comércio subiu 39,10%, e para a indústria foi para 42,5%. De acordo com ele, os aumentos, gradativamente, serão repassados ao consumidor. “É uma reação em cadeia, a avalanche de impostos faz com que o comerciante aumente o preço, com isso o consumidor se retrai, fazendo com que o comerciante comece a comprar menos para a revenda”, disse.

Por Asafe Augusto

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