Economia

Vendas do Dia das Mães cresceram 5% este ano

O comércio da capital superou as expectativas, que a princípio eram de 2,5%, e registrou crescimento até 2,8% – Janailton Falcao

O Dia das Mães, celebrado no último domingo (14), foi “para lá de positivo” para o comércio varejista local. De acordo com a Associação Comercial do Amazonas (ACA), os estabelecimentos do Estado cresceram até 5%. Enquanto que na capital, o crescimento foi de 2,8%, em média, conforme a Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL-Manaus). Os dados foram divulgados ontem (18) pelas duas entidades.

O presidente da ACA, Ismael Bicharra, informou que diversas empresas cresceram entre 2% e 5%, o que, para a recessão que completa 3 anos em junho no Amazonas, deu um ânimo excelente aos empresários. “Nós percebemos a queda da inflação e dos juros e um crescimento pequeno do emprego. Por tudo isso começamos a enxergar que a recessão se acabou, começando um novo ciclo de crescimento”.

O presidente da CDL-Manaus, Ralph Assayag, informou que o comércio da capital superou as expectativas, que a princípio eram de 2,5%, e registrou crescimento médio de 2,8%. O destaque ficou para área de alimentação, que foi surpreendida com um crescimento de 6,5%, além da confecção, que cresceu 4%. “Esse crescimento convenceu bastante”, salienta Assayag.

O lojista Aly Bawab, que trabalha com os dois segmentos, disse que a confecção acabou tendo uma queda de até 6%, e a alimentação teve crescimento de 1%, confirmando os números apurados pela CDL-Manaus. Segundo Bawab, as vendas do Dia das Mães, comparando ano a ano, tiveram melhora, mas quando se põe os custos de tributos e reajustes, acaba havendo perdas. “O crescimento das vendas ficou abaixo do crescimento de inflação, mercadorias, impostos, salários, entre outros
itens”, completou.

‘Balde de água fria’

Os empresários do comércio do Amazonas declaram também que o escândalo político envolvendo o presidente Michel Temer pode colocar todos os primeiros resultados a perder. Ismael Bicharra disse que a economia caminhava para um fim de ano com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, a partir de quarta-feira o rumo mudou completamente. “As reformas trabalhistas iam quebrar um paradigma histórico, que gerava dúvida jurídica entre patrão e
empregado”, disse.

Bicharra lamentou que, infelizmente, essas reformas não vão mais acontecer. “Estamos numa incerteza grande, a coisa desmoronou e podemos ter um ano dificílimo. Se o presidente sair ou não, vai ser um caminho diferente, deixando um cenário de incerteza afastando de novo investidores. Um dia triste para o Brasil”, declarou.

Ralph Assayag adiantou que não tem como se preparar para esse tipo de situação porque se instalou um clima pior possível com o escândalo político. “Estamos trocando governador e possivelmente presidente. Se isso acontecer, muda tudo. Agora é ter cautela e esperar o que vai acontecer nesses próximos 90 dias em Brasília para tomarmos nossas decisões aqui”, disse.

Bawab declarou que a economia já apresentava sinais de melhora, mas agora pode acabar tendo uma retração enorme, com uma tendência de que não tem mais recuperação este ano. “A Bolsa já caiu mais de 10%, o dólar disparou a crescer em 15%. Os números econômicos com certeza irão piorar até estabilizar. A confiança já estava difícil agora já não existe mais confiança nenhuma”, finalizou.
Joandres Xavier
EM TEMPO

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