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Venda de repelentes tem alta de 60% em Manaus

Crescimento foi registrado nas drogarias da cidade em função do medo causado pelo surto de zica vírus em todo o país – foto: Ione Moreno

Crescimento foi registrado nas drogarias da cidade em função do medo causado pelo surto de zika vírus em todo o país – foto: Ione Moreno

A venda de repelentes cresceu em até 60% em algumas drogarias de Manaus. O aumento se deve ao medo causado pelo surto de zika vírus, que é transmitido pelo mesmo mosquito da dengue (Aedes aegypti) e pode estar relacionado aos casos de microcefalia em bebês.

De acordo com a gerente de uma unidade da rede de drogaria Flex Farma, Suelen Silva, a ameaça de três tipos de doenças – a outra é a febre chikungunya, provocada também pelo Aedes Aegypti – fez com que os manauenses adquirissem o hábito de utilizar o produto para proteção contra o inseto. “Todos os dias registramos vendas de repelentes. Em média, saem de 20 a 30 frascos. Somente na semana passada, registramos um aquecimento de até 60% nas vendas. Nosso termômetro tem sido a reposição do estoque, o que ocorre a cada dois dias”, contou.

Na unidade da rede Santo Remédio, na Zona Centro-Sul, a alta na venda de repelentes causou a falta da venda do produto. O Exposis, mais procurados pelas gestantes devido a fórmula que não provoca nenhum tipo de reação alérgica, não está mais disponível há uma semana. “A saída de repelente tem sido bastante satisfatória. Um produto que antes dessas doenças era pouco usado pela população, hoje é o item que apresenta um dos maiores índices de aumento nas vendas. Posso afirmar que a alta na comercialização do repelente nessas últimas semanas alcançou a marca dos 20%”, frisou o gerente da loja, Fabrício Alves.

Em outra drogaria, da rede Farma Bem, o cenário também era o mesmo. A procura pelo protetor contra mosquitos cresceu, como afirmou a gerente Adriana Cruz. Segundo ela, desde de que as mídias anunciaram os casos já confirmados das doenças provocadas pelo Aedes aegypti, a venda de repelentes tem apresentado saldos positivos. “É notório o crescimento das vendas desse tipo de produto. Quanto mais os casos são confirmados, mais o medo aumento e a procura pelo repelente fica intensa. Esse aquecimento nas vendas deve permanecer até o fim do inverno”, salientou.

Com a gestação ainda no começo, Erika Oliveira afirmou que é inevitável o uso do produto, pois a doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti só pode ser evitada com a utilização do produto. “Li sobre os melhores repelentes e agora estou indo nas drogarias pesquisar preços para poder comprar o repelente. Até o final da minha gestação será algo indispensável no meu dia a dia”, finalizou.

Os preços dos repelentes nas drogarias onde o EM TEMPO realizou as pesquisas variam entre R$ 8,71 e R$ 47, dependendo do fabricante e das fórmulas.

Por Gerson Freitas

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