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Venda de passagens para Parintins devem cair ainda mais com falta de incentivo ao Festival, dizem agentes 

A expectativa dos empresários do setor de transporte fluvial era que a demanda deste ano tivesse um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado - foto: divulgação

A expectativa dos empresários do setor de transporte fluvial era que a demanda deste ano tivesse um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado – foto: divulgação

Em meio à crise financeira e anuncio de corte de gastos, as vendas de passagens de barco para o Festival Folclórico de Parintins (a 369 quilômetros de Manaus) não vão bem, se compradas ao mesmo período do ano passado, conforme a Associação das Agências de Passagens de Transporte Aquaviário do Amazonas (Ageptraam).

O presidente da Associação, Altair Ribeiro, se diz bastante preocupado com o anúncio do governador José Melo, que afirmou, na última sexta-feira (20), não disponibilizar de incentivos financeiros para o festival dos bois de Parintins. Ribeiro destaca que o prejuízo pode ser grande para os donos de embarcações neste ano, e questiona o corte na disponibilização dos recursos.

“Ele (Melo) não pode dizer que está pensando na saúde, pois já gastou  muito dinheiro no Festival de Opera, que não tem nenhuma ligação cultural com o Amazonas”, disse Ribeiro, salientando que as pessoas ainda estão no período de pesquisa de preços e isso é um dos fatores que fazem as estimativas não serem as melhores no momento para os proprietários de embarcações no Porto da Manaus Moderna.

Com o atual momento, Ribeiro explica que a promoção de pacotes ainda é algo a se pensar. Ele afirma que o anuncio de José Melo foi uma ‘rasteira’ nos investimentos de quem esperava ter algum lucro com o festival deste ano. “Muitas agências fizeram melhorias em suas embarcações, estavam querendo até contratar um ou outro para atender a demanda, mas, com essas medidas, estamos como o futuro indefinido”, destacou.

A expectativa dos empresários do setor de transporte fluvial era que a demanda deste ano tivesse um aumento de 15% em relação ao mesmo período do ano passado. O setor fluvial tenta recuperar a retração recorde de 2014, quando o número de passageiros encolheu 33,33%. Altair Ribeiro lembra que há três anos a retração da demanda é considerável.

Em 2013, cerca de 12 mil pessoas utilizaram o transporte fluvial para atravessar até a Ilha Tupinambarana. Já em 2014, esse número caiu para 8 mil, e em 2015, com um leve aumento, a demanda foi de 9 mil pessoas.

A agenciadora de passagens Elaine Campos, que trabalha com lanchas do tipo ‘expresso’, conta que a procura ainda está lenta, mesmo com preços mais baixos que no ano passado. “Nesse mesmo período já estávamos vendendo 60% a mais. As pessoas ainda não atentaram que, para comprar, os preços estão bons. Ano passado, a passagem de lancha custava R$ 250, e hoje, por conta da crise e alto índice de desemprego, o preço baixou para R$ 200”, salientou.

Alguns agenciadores mais otimistas no Porto da Manaus Moderna garantem que no não há crise quando se fala em ‘Boi Bumbá’. “As vendas já começaram e não estão ruim, tendo em vista que as pessoas deixam para última hora”, disse Pedro Menezes, proprietário da agência Rio Solimões.

Apesar de Menezes afirmar que os preços de navio estão melhores, os pacotes deste ano estão mais caros. Em 2015, a passagem – apenas de ida – custava R$ 80, hoje está custando R$ 100 e as passagens de ida e volta – com estadia inclusa – permanecem nos mesmos R$ 250.

Por Asafe Augusto

 

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