Dia a dia

Vazante revela cenário diferente na orla do São Raimundo

Embarcações e palafitas de madeira estão à mostra em bairro da ponte que liga o bairro ao Centro - foto: Marcio Melo

Embarcações e palafitas de madeira estão à mostra em bairro da ponte que liga o bairro ao Centro – foto: Marcio Melo

Barcos encalhados e flutuantes praticamente isolados. É assim a atual paisagem na orla da ponte Fábio Lucena, no bairro São Raimundo, Zona Centro-Oeste de Manaus, onde as embarcações e as casas estão em terra firme devido à ausência de água. Ainda ontem (26), a cota do rio Negro, verificada pelo porto de Manaus, era de 20,09 metros. O rio Negro iniciou o mês de setembro com a cota de 24,38 metros. O nível do rio registrado em 1º de setembro de 2015 foi 27,22 metros.

Para o encarregado do Serviço Hidrográfico do Porto de Manaus, Valderino Silva, o nível do rio deverá continuar baixando, porém dentro da normalidade. “A tendência é aumentar a vazante daqui para frente. No final do mês de setembro é a época que mais baixa, mas está tudo dentro da normalidade e do esperado. Agora a máxima da vazante ocorre mesmo em meados do mês de outubro e vai até o início do mês de novembro. Passado esse período o rio volta a encher”, explicou.

Sustento

O cenário da vazante incomoda alguns moradores, principalmente aqueles que dependem da subida das águas para tirar o sustento. É o caso do canoeiro Raimundo da Silva, 49, que está com o barco encalhado desde que o período da vazante iniciou no mês de junho.

“A gente fica preocupado, porque depende dá embarcação para poder trabalhar. Todos os anos a gente passa por isso, já fica até acostumado. Não tem muito o que fazer, porque não dá para lutar contra a natureza. É natural que ocorra a cheia e a vazante, então a gente acaba buscando outros meios de tirar o sustento”, relatou.

Quem também se sente prejudicada com a descida do rio é a dona de casa Suellem Barros, 30. Ela que vive em uma casa flutuante, contou que no período da cheia costumava tirar o sustento com a venda de comida e bebida. “Aqui em casa a gente vende de tudo um pouco. A gente mora na casa flutuante e aproveita para vender as coisas. Mas com essa vazante o negócio deu uma parada porque está tudo na terra, e para chegar caminhando é mais complicado. A gente espera que o rio volte a subir depressa”, comentou.

Mesmo sendo visível os efeitos da vazante em alguns pontos da cidade, a Defesa Civil do Município informou que ainda não precisou atuar na retirada de famílias ou com entrega de kits, uma vez que a descida do rio está dentro da normalidade. O órgão disse ainda, que continua o monitoramento nessas áreas.

Por Michelle Freitas

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