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Vazante no Rio Negro: prejuízo ao porto do Cacau Pirêra pode chegar a R$10 mil

Devido à seca no rio Negro, transportadores fluviais da região do Cacau Pirêra reclamam dos prejuízos  - foto: divulgação

Devido à seca no rio Negro, transportadores fluviais da região do Cacau Pirêra reclamam dos prejuízos – foto: divulgação

Dezesseis lanchas que operam na travessia de Manaus para a comunidade do Cacau Pirêra, em Iranduba, poderão parar nas próximas semanas por conta da seca histórica que afeta o Amazonas. Nos últimos dias, o rio Negro registrou uma baixa de 1,5 metros ficando em 18,91 metros e, por conta disso, o prejuízo para os trabalhadores no porto do Cacau poderá chegar até R$ 10 mil no fim desse mês.

De acordo com o representante da Cooperativa De Transportes De Passageiros Fluvial De Iranduba Manaus (Cotpafim), Damião Morais, com a seca e a dificuldade de fazer a travessia, as lanchas estão tendo que fazer um revezamento diário para as viagens.

Segundo ele, apenas oito lanchas partem de Cacau Pirêra para o centro de Manaus, e o mesmo número faz a travessia inversa totalizando quatro viagens para cada lancha por dia, diminuindo pela metade o lucro dos pilotos das embarcações. “Sofremos com a seca. Temo que as famílias dos trabalhadores que dependem do porto fiquem desamparadas”, disse.

O representante da cooperativa afirmou ainda que, por dia, quase 1,5 mil pessoas utilizam as lanchas como principal meio de transporte para a capital amazonense. O líder dos transportadores fluviais contou que comunidades como Mutirão, Iranduba e Nova Veneza são diretamente afetadas com a redução do número de viagens realizadas durante o dia, além de taxistas, e mototaxistas que fazem o transporte terrestre dos passageiros que chegam aos portos em lanchas.

A seca está tão agravada no porto do Cacau, que os pilotos de transporte fluvial, em parceria com a prefeitura local, iniciaram ontem (14) a criação de uma estrada provisória com mil quilômetros, que vai auxiliar no translado de passageiros do porto até o local onde estão as lanchas.

Por conta da distância, a cooperativa precisou alugar um micro-ônibus para os passageiros. Segundo Damião, eles pagam R$ 500 de diária do micro-ônibus. “Se formos contar na ponta do lápis, teremos no fim desse mês um prejuízo que soma mais de R$ 10 mil”, lamentou o representante da cooperativa.

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