Dia a dia

Vazante no rio Negro já é considerada acima da média por órgão regulador

O rio Negro está abaixo 3,53 metros em comparação ao mesmo período do ano passado, assinalando cota de 22,60 metros, registrada na manhã desta terça-feira (13) pelo Serviços Geológico do Brasil – CPRM. O órgão divulga ainda que a vazante está acima da média, com descida de 17 cm por dia. Nas demais calhas, a situação de seca é considerada extrema e, em alguns rios, a cota já ultrapassou as marcas históricas.

De acordo com o superintendente do CPRM, Marco Oliveira, mesmo apresentado um nível abaixo dos anos passados, o rio Negro e Solimões estão com a descida lenta para o período. Ele explica que o cenário pode sofrer alterações nas próximas semanas, mas ainda é cedo para prevê se este ano o amazonense será castigado com mais uma vazante severa, igual a vista em 2012, quando foi registrada a maior seca desde o início da medição.

“A tendência é que o ritmo da descida aumente no final de setembro e na primeira quinzena de outubro. Talvez registremos uma seca maior do que a dos três anos anteriores, já que o nível deste ano está abaixo do de 2015. Agora se compararmos com a marca de 2012, podemos ver que ainda está bem acima. Então ainda não podemos afirmar se teremos ou não uma vazante histórica”, ressaltou.

Já nas demais calhas, o último boletim do órgão, aponta que na Bacia do Purus – O nível do rio Acre, em Rio Branco, segue em situação de vazante extrema, oscilando em níveis baixos nos últimos dias. Na estação de Boca do Acre, no Purus, o rio também encontra-se em situação de vazante crítica.

Na Bacia do Branco – Estações monitoradas, o CPRM registrou o início de processo de vazante com níveis normais para época. A Bacia do Solimões, calha principal do Solimões, o rio segue em processo regular de vazante. A mesma situação é apresentada pela Bacia do Amazonas – Calha principal do Amazonas, onde o rio segue em processo regular de seca.

Com um cenário diferente, a Bacia do Madeira, encontra-se em processo de vazante crítica. Em Humaitá por exemplo, o nível está apenas 1,23m acima da mínima histórica registrada em outubro de 1969.

Em Moura, no entanto, o rio Negro encontra-se 1,32m abaixo do observado em 2009, quando ocorreu a mínima histórica nessa estação.

Por Gerson Freitas

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