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Vazante altera data de competição de triatlo no Amazonas

Praia da Ponta Negra foi interditada para banhistas porque o nível das águas do rio Negro está abaixo dos 16 metros, que é a cota de segurança- foto: Diego Janatã

Praia da Ponta Negra foi interditada para banhistas porque o nível das águas do rio Negro está abaixo dos 16 metros, que é a cota de segurança- foto: Diego Janatã

A Ponta Negra receberia, no dia 28 de novembro, o Circuito Amazonense de Triatlo 2015, etapa Olímpica. A prova, promovida pela Federação de Triathlon do Amazonas (Fetriam) e com chancela da Confederação Brasileira (CBtri) seria realizada no complexo turístico, mas foi cancelada.

O fato deu-se pela interdição da praia para banho pelo período de 45 dias, anunciado pelo prefeito Arthur Virgílio Neto, no último dia 27 de outubro, devido ao nível do rio Negro, que está abaixo de 16 metros. Conforme o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado junto ao Ministério Público do Estado (MPE) em 2012, o rio está na cota mínima de segurança.

“A prova só foi cancelada porque a prefeitura interditou a praia da Ponta Negra e não quisemos mudar o local. Todos os anos encaramos essa dificuldade da seca, essa também não é a primeira vez que o complexo foi interditado pelo motivo da vazante. Temos que olhar para o lado da segurança dos nossos atletas, isso é questão imprescindível, mas não podemos culpar terceiros, já que se trata de uma questão da própria natureza”, explicou Antônio Neto presidente da Fetriam.

Ele explica que a regra maior da Fetriam é a segurança, portanto a direção de prova optou pelo cancelamento da etapa olímpica. “A federação continuará mobilizada para que as provas ocorram o mais brevemente possível, com todas as condições de conforto e segurança necessárias aos atletas”, concluiu Neto.

A previsão é que, nos próximos dias, caso a cota do rio Negro esteja acima de 20 centímetros, a prova seja remarcada. De acordo com o presidente do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Roberto Moita, a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) aproveitou a vazante para finalizar o aterro do local.

“A secretaria estava na espera de uma vazante abaixo de 16 metros para poder concluir a obra. Como nos dois últimos anos não ocorreu, foi preciso suspender e aguardar. Não adiantava fazer de qualquer forma e depois liberar para uso, seria um risco, principalmente aos usuários do balneário”, disse.

Vai subir

O rio Negro continua no período da vazante. Ontem, ele atingiu a cota de 15,95 metros, após descer mais quatro centímetros. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o rio Solimões, desde primeira quinzena de outubro, começou a subir e deve influenciar no volume do rio Negro nos próximos 15 a 20 dias.

Em nota, o Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) disse que o Complexo Turístico Ponta Negra, até o momento, segue interditado atendendo as bases do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura, órgãos estaduais, como Bombeiros e PM, e o Ministério Público do Estado (MPE), para salvaguardar os banhistas de modo geral. O TAC resultou na adoção das atuais normas de uso da praia perene e estabeleceu a cota de segurança.

Em nota, o Implurb informou, também, que até o momento, oficialmente, a comissão gestora do parque Ponta Negra não recebeu informação de cancelamento da etapa do evento citado no dia 28 de novembro.

Por Lindivan Vilaça

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