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Varejo do AM vende 3% a mais em abril, mas não recupera perdas do ano

Considerado tradicionalmente como um mês fraco de vendas, setembro deverá registrar queda de quase 10% no faturamento dos lojistas amazonenses, segundo estimativas da Fecomércio – arquivo EM TEMPO

Desempenho do setor, que já acumula queda de 3,7% em 2015, segundo dados do IBGE, ficou abaixo da expectativa dos lojistas do Amazonas – arquivo EM TEMPO

Após apresentar constantes quedas nas vendas, o comércio varejista do Amazonas registrou avanço de 3% no volume de vendas em abril na comparação com o mês anterior. Em relação ao mesmo mês do ano passado houve retração de 2,1%, e de 3,7% no acumulado de janeiro a abril deste ano.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados nesta terça-feira (16).

Já a variação de receita nominal de vendas no comércio varejista local, por sua vez, apresentou crescimento em abril. O acréscimo positivo foi de 4,8% em relação à igual mês de 2014. No cumulado do ano, o levantamento do IBGE mostrou que também houve aumento, nesse caso a alta foi de 2,5%.

Na avaliação do presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL Manaus), Ralph Assayag, o comércio varejista apresentou crescimento de 1,5% no mês de abril em relação ao mesmo período do ano passado. Mas a expectativa seria uma alta maior.

“Esperávamos aumento de 3%, o que, segundo nosso levantamento, não aconteceu”, relatou.

Ajuste e greve

Segundo ele, a previsão é que maio e junho também tenham crescimento abaixo das perspectivas do setor.

“Tivemos um maio tenso e esses próximos meses devem continuar, pois tem as novas medidas do governo federal e a greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus [Suframa], esta por sua vez já impactou além do esperado”, disse.

Para o gerente de uma das unidades do Shop do Pé, Ronildo Ferreira Santos, não houve nenhum crescimento nas vendas em abril. Segundo ele, o segmento só apresentou alta em maio (2,5%) e no Dia dos Namorados (1%), ambos na comparação com igual período de 2014.

“As vendas não estão como esperávamos. Não conseguimos ter crescimento de 5% a 10% como de costume em anos anteriores”, ressaltou.

Além da crise, Santos declarou que as lojas da avenida Eduardo Ribeiro, em frente a igreja Matriz, amargam prejuízos. O motivo, conforme ele, é que há um enorme tapume ao redor da Praça do Relógio.

Por Silane Souza (Jornal EM TEMPO)

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