Dia a dia

Universidades dos EUA ao alcance de jovens do AM

Segundo Benarrós, a consultoria orienta os candidatos em todo o processo para a obtenção de uma vaga, desde a escolha das instituições até a aplicação dos testes nos quais o futuro universitário precisa se descrever – foto: Diego Janatã

Segundo Benarrós, a consultoria orienta os candidatos em todo o processo para a obtenção de uma vaga, desde a escolha das instituições até a aplicação dos testes nos quais o futuro universitário precisa se descrever – foto: Diego Janatã

“Brilho no olhar”. Este é o requisito essencial para os jovens que desejam entrar em uma universidade norte-americana ou canadense, de acordo com o professor Danilo Benarrós, consultor da Apply, que há pouco mais de 2 anos no mercado, já auxiliou vários jovens amazonenses a entrar em instituições de ensino superior nos Estados Unidos ou no Canadá. O que seria um sonho impossível para muitos, agora pode se tornar uma oportunidade, para adolescentes, na grande maioria de 16 e 17 anos.

Segundo ele, a ideia de montar a Apply surgiu com os filhos, Matheus e Gabriel Benarrós, que estudaram em universidades americanas. Um deles, Gabriel é sócio-fundador da startup de eventos Ingresse. “Gabriel viu como não era tão fácil ingressar em uma faculdade dos Estados Unidos, e que seria muito mais simples realizar esse sonho se os jovens tivessem uma orientação adequada, mas como a Ingresse prosperou, a ideia de montar a consultoria foi adiada. Alguns anos depois, Matheus, que tinha acabado de se formar, decidiu se dedicar à Apply e assim estamos funcionando desde 2014”, comenta.

Com a consultoria educacional, os jovens se preparam para os exames, como se fosse um vestibular no Brasil, a diferença é que o aluno escolhe entre 20 disciplinas para o teste admissional, chamado de ACT, e se não obtiver a pontuação que a faculdade exige, que varia de 200 a 800 pontos, não precisa esperar o outro ano para repetir o teste, podendo refazer a prova, que é realizada seis vezes ao ano.

Após atingir a pontuação proposta pelas faculdades, a instituição já tem uma base do perfil do aluno, pela escolha das disciplinas. O candidato começa a se preparar para a parte mais complicada: os ensaios ou Applications, que inicialmente descrevem quem é a pessoa.

“Nessa parte vale-tudo, as universidades americanas gostam da diversidade do povo brasileiro, ainda mais dos amazonenses. Nós somos detentores de uma biodiversidade incrível. Nesse ensaio, a pessoa descreve a sua história, quem são seus pais, onde nasceu e quais suas principais aptidões, também fornecerá informações sobre onde você estudou e estuda, suas notas, cursos frequentados, honras acadêmicas e planos para o futuro”, explica Benarrós.

O processo é feito por um método chamado de quebra-cabeça ou Piece Puzzle Method.

Admitida

Após todo o processo, o momento mais importante está bem próximo: a chegada da carta de admissão em uma das universidades.

No mês passado, a estudante Isadora Pinheiro, 17, foi admitida em 11 universidades norte-americanas, e optou em estudar em Stanford, situada em Palo Alto, Califórnia. O pai da garota, o empresário Ricardo Pinheiro, conta que a Apply foi de suma importância para o desempenho da jovem.

“A experiência da Isadora na Apply foi muito importante, destacando o papel do coach buscando o máximo de desempenho com suas orientações, evitando dispersão de energia e otimizando o tempo por meio de estímulos personalizados de acordo com o perfil de cada aluno. No caso da Isadora, tínhamos um planejamento de três anos na consultoria e em um determinado momento, em conjunto, decidimos antecipar em um ano esse processo e felizmente tivemos sucesso”, pontua Ricardo.

Ainda segundo ele, a filha teve que cursar um supletivo para concluir o ensino médio e em setembro deste ano deve ingressar na universidade.

Sonhos

Diferente das universidades brasileiras, que solicitam que os jovens decidam que profissão seguir antes de iniciar os estudos superiores, as faculdades norte–americanas propõem que os estudantes decidam ao final do segundo ano que área seguirão.

O estudante do 3° ano do ensino médio, Samuel Rodrigues, 16,  que está há oito meses no Apply, pretende cursar uma faculdade ligada a engenharia biomédica. “É bom buscar um pensamento mais amplo e alternativas fora do país”, avalia o estudante que nas próximas semanas fará um curso de verão de duas semanas em Yael, no Estado de Connecticut, e até o final do ano deve ingressar em uma faculdade norte-americana.

A estudante Maria Luiza Edwards, 16, que está cursando o 3° ano do ensino médio, pretende entrar em uma faculdade onde ela possa jogar vôlei e estudar matemática. “Como eu jogo vôlei, eu quero algo relacionado a esse esporte e também gosto de matemática, então as faculdades que tiverem essas opções serão as que eu vou me inscrever. Eu entrei na Apply no início deste ano, vi uma grande melhora nas minhas notas e pretendo ficar até dezembro. Eu estou muito feliz de ter essa oportunidade e de fazer parte desse projeto”, relata.

Investimento

Conforme Danilo Benarrós, na primeira parte que é a preparação para o exame e ensaios, os alunos pagam mensalmente um valor de R$ 2,5 mil.  Para se candidatar às universidades, o valor do investimento é R$ 3 mil por unidade de ensino.  Segundo ele, a consultoria educacional se estende também para pós-graduação, mestrado e doutorado e até o momento, todos os alunos que passaram pela empresa tiveram 100% de aprovação.

 

Por Kattiúcia Silveira

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