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União Europeia fecha acordo sobre distribuição de 120 mil refugiados

Os quatro países do Leste Europeu, liderados pela Hungria, opõem-se veementemente ao plano da Comissão Europeia - foto: divulgação

Os quatro países do Leste Europeu, liderados pela Hungria, opõem-se veementemente ao plano da Comissão Europeia – foto: divulgação

Os ministros do Interior dos 28 estados-membros da União Europeia (UE) aprovaram hoje (22), por ampla maioria, a distribuição entre eles de 120 mil refugiados, anunciou a presidência luxemburguesa da UE no Twitter.

A aprovação da medida vinculativa para os 28 países ignorou a oposição às quotas propostas por Bruxelas de países do Leste Europeu. Votaram contra a Eslováquia, Romênia, República Tcheca e Hungria. A Finlândia se absteve.

“A decisão sobre realocação de 120 mil pessoas [foi] adotada por uma ampla maioria dos estados- membros”, indicou a presidência da UE, após uma reunião de emergência em Bruxelas.

Os quatro países do Leste Europeu, liderados pela Hungria, opõem-se veementemente ao plano da Comissão Europeia. Eles insistem que Bruxelas não tem o direito de obrigá-los a receber milhares de pessoas que procuram refúgio na Europa, constituindo uma violação da soberania nacional.

Um diplomata da UE informou que a decisão foi tomada por uma maioria qualificada, o que significa que a comissão não conseguiu obter o apoio unânime dos 28 estados-membros para seu plano, antes da cúpula de emergência desta quarta-feira (23) dos líderes europeus sobre a pior crise migratória desde a Segunda Guerra Mundial.

Segundo a mesma fonte, dos 120 mil refugiados, cerca de 66 mil com a concessão de asilo foram distribuídos por Grécia e Itália, que, com a Hungria, têm suportado o peso da onda migratória dos que fogem da guerra e da instabilidade no Oriente Médio e na África.

Fontes europeias afirmaram que Grécia e Itália poderão ficar com a maioria das 54 vagas que precisam ser distribuídas, enquanto outros que se encontram agora na linha da frente em países como a Áustria e a Croácia poderão obter mais ajuda.

Por Agência Brasil

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