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Um município em situação de emergência e três em estado de alerta por conta de estiagem atípica no AM

Em São Gabriel da Cachoeira, faltam 65 cm para atingir a menor vazante, de 3,3 cm, ocorrida em 7 de fevereiro de 1992 – foto: divulgação/Defesa Civil

Em São Gabriel da Cachoeira, faltam 65 cm para atingir a menor vazante, de 3,3 cm, ocorrida em 7 de fevereiro de 1992 – foto: divulgação/Defesa Civil

Em plena época de período chuvoso, o Amazonas está com um município em situação de emergência e três em estado de alerta por conta de estiagem atípica que afeta principalmente a parte norte do Estado.

As informações foram divulgadas na manhã desta quinta-feira (11) pelo secretário executivo da Defesa Civil do Estado, Fernando Pires Junior, segundo quem o governo já está trabalhando para evitar que a população dos municípios afetados pela seca fique sem água potável e alimentos.

Conforme ele, um Plano de Contingência vem sendo desenvolvido para garantir assistência aos moradores, caso a estiagem se prolongue. Presidente Figueiredo (a 130 quilômetros da capital) é o município mais afetado, já se encontrando em estado de emergência. Por conta disso, o governo liberou o repasse de R$ 100 mil para ajudar na manutenção de água potável.

“Presidente Figueiredo sofreu uma ação atípica. Os mananciais de água doce do município estão abaixo do normal e algumas comunidades como Balbina, Rumo Certo, Canastra, Nova Jerusalém, Jardim Floresta e Galo estão praticamente isoladas. Ainda não há problemas de abastecimento de gêneros alimentícios, mas há em relação à água potável, que está sendo distribuída a população por meio de carros pipas”, disse.

Pires destacou, que os municípios em situação de alerta são Santa Isabel do Rio Negro, onde falta 57cm para atingir a cota mínima histórica de 28 cm, registrada em 13 de março de 1980; São Gabriel da Cachoeira, onde faltam 65 cm para atingir a menor vazante de 3,3 cm, ocorrida em 7 de fevereiro de 1992 e Barcelos, onde falta 64 cm para atingir a cota mínima de 58 cm, alcançada em 18 de março de 1980.

“A situação de Barcelos é uma das mais preocupantes, pois além da estiagem, as queimadas colaboram para deixar o problema ainda pior. Com relação a São Gabriel e Santa Izabel, estamos a praticamente um metro de atingir a maior seca de todos os tempos em relação ao Rio Negro nessas cabeceiras”, explicou.

O secretário da Defesa Civil informou que os monitoramentos serão intensificados, bem como posto em pratica o plano de contingência. Na próxima semana, haverá uma reunião com os gestores da Defesa Civil dos 62 municípios do Estado para traçar o plano de contingência. A ideia é que cada município tenha seu plano de prevenção de desastre.

“Para que não sermos pegos desprevenidos, a Defesa Civil está com seus técnicos nas principais calhas monitorando e trabalhando junto com os técnicos dos municípios para um plano de contingência, caso a estiagem chegue ao extremo de um desastre natural”, destacou.
Fernando Junior comentou que esse tipo de estiagem nunca aconteceu no Estado e está sendo uma novidade para os técnicos do órgão. Ele ressaltou que já foi verificado que tanto a estiagem quanto a cheia serão os maiores desastres naturais deste ano.

Com relação a capital, o secretário não deu nenhum prognóstico e disse que ainda não há nenhuma indicação de que Manaus possa entrar em situação de alerta devido à estiagem.
Queimadas

Segundo o secretário, foram registradas em Barcelos, somente no mês de janeiro deste ano, 375 casos. No ano passado, foram apenas seis focos. “Estamos controlando a situação das queimadas em Barcelos. O Corpo de Bombeiros realiza todo o trabalho. A umidade relativa do ar está aumentando”, destacou.

Por Michele Freitas

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