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Um ano ruim para pacotes nacionais e internacionais

O declínio nas vendas está fazendo o setor investir em alternativas já existentes - foto: Diego Janatã

O declínio nas vendas está fazendo o setor investir em alternativas já existentes – foto: Diego Janatã

Com a recessão e a alta do dólar, o amazonense teve que apertar o cinto para conter gastos e está viajando menos. As agências de turismo registraram até novembro queda de até 40% na venda de passagens e pacotes de viagens para destinos nacionais e internacionais, em relação ao mesmo período do ano passado. E as perspectivas para o próximo ano não são das melhores, segundo o próprio mercado, mas ele segue a procura de alternativas.

O declínio nas vendas está fazendo o setor investir em alternativas já existentes, além de estudar a inclusão de novas opções como foco para atrair clientes. Entre elas, formas de pagamento facilitadas, propaganda e voos para destinos próximos são algumas das apostas das agências de Manaus.

Segundo a gerente da Paradise Turismo, Cláudia Mendonça, a agência sofreu baque estimado entre 30% a 40%, até mesmo nos destinos mais procurados pelos amazonenses, como as cidades de Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Florianópolis. “Estamos no limite, mas nada que nos desanime. Nesse momento temos que ser criativos e fazer propaganda, oferecer destinos mais próximos com hotelaria com incluída em reais, assim como fazer um parcelamento diferenciado”, afirmou a gerente.

A professora Ocianne Brito, 23, comprou suas passagens para Belém (PA) o mês agosto, para a viagem de férias em janeiro. Segundo ela, a experiência a fez antecipar as compras pelo menos 5 meses antes, caso contrário ela pagaria, aproximadamente, 50% mais caro. Com a antecipação a fez comprar tão barato quanto a compra que fez no período de baixa temporada, em maio, para o feriado do dia das mães.

Internacional

Se os tempos atuais estão difíceis, o ano de 2016 está nebuloso para operadoras mais segmentadas, como é o caso da Acram Turismo, que mesmo não sofrendo os impactos da crise econômica em 2015, poderá ter baixa futuramente. O empresário Acram Isper, que trabalha com pacotes de viagens para parques temáticos e cruzeiros, explica que neste ano sua agência manteve praticamente a mesma receita de janeiro a dezembro.

“O pessoal que trabalha com o mercado nacional talvez se sustente bem neste fim de ano. O internacional é que vai ter problema. Eu não tive nenhum tipo de queda, mas vou terminar o ano como comecei. Não cresci nem diminui. Ano que vem me aparenta meio estranho e provavelmente o setor só vai conseguir se reerguer dentro de dois a três anos”, estimou Acram.

O empresário observou que nos últimos tempos, os brasileiros estão preferindo trocar destinos de praias internacionais, como Miami, por Fortaleza. Com isso, Acram acredita que, mesmo na busca por diminuir a estrutura física e cortes de pessoal nas agências, o setor pode investir na venda de serviços. “Agora é a hora de tentar vender serviços como, por exemplo, atender no aeroporto, oferecer transfer, hotel. Tem que tentar vender os acessórios”, apontou.

Por Cecília Siqueira

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