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Um ano depois, legado da Copa em Manaus ainda decepciona

Mundial sinalizava impulso em projetos de mobilidade urbana que não saíram do papel e a Arena da Amazônia é um dos megaestádios brasileiros que dão prejuízo – fotomontagem: EM TEMPO Online

Mundial sinalizava impulso em projetos de mobilidade urbana que não saíram do papel e a Arena da Amazônia é um dos megaestádios brasileiros que dão prejuízo – fotomontagem: EM TEMPO Online

A dois dias da data de aniversário de um ano da abertura oficial da Copa do Mundo no Brasil – neste domingo (14) –, o saldo do evento que prometia revolucionar a mobilidade urbana nas cidades que sediaram o Mundial – incluindo Manaus – é uma série de projetos que não saíram do papel.

A capital amazonense apresentou um engenhoso plano de mobilidade urbana, orçado cerca de 1,6 bilhão, que incluía BRT (Bus Rapid Transit) eum monotrilho, que interligaria as zonas Norte, Leste e Centro da cidade.

O monotrilho, cujo projeto acabou sendo abandonado antes mesmo da realização do evento esportivo, faria uma trajetória de aproximadamente 20 quilômetros, passando por hotéis, rodoviária e – claro – a Arena da Amazônia.

Inicialmente orçado em R$ 1,3 bilhão, sendo R$ 800 milhões financiados pelo Governo Federal, o impasse na construção do monotrilho começou quando o Ministério Público Federal (MPF) e Tribunal de Contas da União (TCU) questionaram o projeto e o orçamento.

Além do impasse em apresentação do projeto final, entre Estado e Município, o MPF alegava que o orçamento apresentava dados incompletos e enviou recomendações para que os governos fizessem correções, o que acabou comprometendo os prazos de execuções das obras.

Arena da Amazônia

Com capacidade para receber 44 mil torcedores, a Arena da Amazônia ficou pronta três meses antes da Copa. O estádio custou oficialmente R$ 605 milhões, sendo que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou 75% do custo da obra em um prazo de 20 anos.

Dados divulgados pelo jornal ‘Folha de S. Paulo’, nesta sexta (12), indicam que a Arena da Amazônia dá um prejuízo de R$ 2,7 milhões aos cofres públicos estaduais. O motivo seria a baixa qualidade do futebol local e o alto custo de operação dos equipamentos modernizados.

Além da Arena da Amazônia, Arena da Baixada (PR), Arena Pernambuco, Arena Pantanal (MT), Maracanã, Fonte Nova (BA), Mané Garrincha (DF), e Castelão (CE) estão na lista dos megaestádios construídos na esteira da Copa e que hoje se encontram no vermelho.

Impacto no turismo

O impacto turístico do evento futebolístico também ficou a desejar. Segundo dados da Empresa Estadual de Turismo do Amazonas (Amazonastur), compilados na época, o balanço do Mundial registrou a visita de cerca de 119.925 turistas, que injetaram aproximadamente R$ 325,8 milhões na economia de Manaus.

A economia como um todo, por outro lado, sofreu em virtude da virtual paralisação da indústria e do comércio nos dias de jogos. Segundo fontes consultadas pelo EM TEMPO nos dois setores, na época, a injeção de recursos não foi suficiente para compensar essa desaceleração.

 

Por equipe EM TEMPO Online

 

 

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