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Um ano após fuzilar Archer, Indonésia tem corredor da morte sem brasileiro

A execução de Marco Archer -e mais tarde a de Rodrigo Gularte- trouxe tensão entre o governo brasileiro e o da Indonésia - foto: divulgação

A execução de Marco Archer -e mais tarde a de Rodrigo Gularte- trouxe tensão entre o governo brasileiro e o da Indonésia – foto: divulgação

Um ano depois da execução do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, nada mudou na Indonésia: o país asiático mantém os planos de executar mais prisioneiros no corredor da morte.


As próximas execuções ocorrerão nos próximos meses, segundo a Procuradoria-Geral, órgão responsável por levar adiante a pena capital, informou à imprensa local.

Archer foi fuzilado por volta de 0h30 de 18 de janeiro de 2015, tarde do dia anterior no Brasil. Ele havia ficado preso em 2003 e condenado no ano seguinte à morte, por tráfico de drogas.

O brasileiro foi cremado e suas cinzas, trazidas para o Brasil pela tia, a advogada Maria de Lourdes Archer Pinto. Mas, na próxima rodada de execuções, não há nenhum condenado por tráfico; apenas pessoas que cometeram crimes contra a vida.

A Indonésia executou 14 pessoas ano passado. Foram seis em janeiro, entre os quais Marco Archer; em 28 de abril, Rodrigo Muxfelt Gularte e mais sete condenados foram fuzilados.

Nesta segunda-feira (18), a Anistia Internacional divulgou carta enviada ao governo da Indonésia em que insta a autoridade local a parar com as execuções e a abolir a pena de morte.
A entidade argumenta que há “sérias preocupações” em relação à existência de julgamentos justos na Indonésia e criar uma comissão independente para rever, caso a caso, os processos de quem está no corredor da morte atualmente.

Tensão

A execução de Marco Archer -e mais tarde a de Rodrigo Gularte- trouxe tensão entre o governo brasileiro e o da Indonésia. A presidente Dilma Rousseff chegou a convocar para Brasília o embaixador brasileiro em Jacarta e, depois, se recusou a receber as credenciais de Toto Riyanto, embaixador designado para a Embaixada da Indonésia em Brasília.

Mas, em novembro, meses após a última execução, a presidente enfim aceitou as credenciais do novo embaixador, um sinal de que as relações têm voltado ao normal.

Por Folhapress

1 Comment

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  1. Wilton reis

    18 de janeiro de 2016 at 20:22

    Deveriam mandar para lá todos os presos do petróleo.

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