Eleições 2016

Último debate televisivo reuniu principais candidatos à prefeitura de Manaus

Arthur Neto, José Ricardo, Henrique Oliveira, Marcelo Ramos, Serafim Corrêa, Silas Câmara e Hissa Abrahão tiveram duas horas para apresentar aos telespectadores suas propostas de governo para a Prefeitura de Manaus - foto: Marcio Melo

Arthur Neto, José Ricardo, Henrique Oliveira, Marcelo Ramos, Serafim Corrêa, Silas Câmara e Hissa Abrahão tiveram duas horas para apresentar aos telespectadores suas propostas de governo para a Prefeitura de Manaus – foto: Marcio Melo

O último debate político do primeiro turno antes das eleições foi realizado ontem à noite pela Rede Amazônica, com sete dos noves candidatos a prefeito de Manaus, e foi marcado, mais uma vez, pelo assunto da corrupção e dos desvios de recursos públicos da área da saúde, investigados pela Polícia Federal, alianças partidárias não assumidas, críticas à atual administração e propostas.

O debate iniciou às 23h, com duração de duas horas, dividido em quatro blocos. Como nos anteriores, participaram os candidatos cujos partidos políticos possuem mais de nove assentos na Câmara Federal, além de estarem melhor colocados nas pesquisas eleitorais, como o candidato à reeleição, prefeito Arthur Neto (PSDB), o deputado federal Hissa Abrahão (PDT), o ex-deputado estadual Marcelo Ramos (PR), o vice-governador licenciado, Henrique Oliveira (SD), o deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) e o deputado federal Silas Câmara (PRB).

O primeiro bloco começou com perguntas entre os candidatos, no qual era permitido réplica e tréplica sobre temas escolhidos pela produção. O destaque foi Serafim Corrêa, que acusou o atual prefeito, Arthur Neto, de não ter dado prioridade para a periferia e ter colocado iluminação pública apenas nas principais avenidas da cidade. Em sua declaração, Serafim alegou que o propósito de ter feito dessa forma seria para divulgação dos cartões-postais de Manaus.

Em resposta, Arthur afirmou ter dado prioridade às avenidas para garantir a segurança da população que utiliza os transportes públicos e que o projeto para ampliar a iluminação pública nos bairros está em andamento.

Ainda no primeiro bloco, na vez de José Ricardo e Henrique Oliveira, ambos aproveitaram seus tempos de perguntas e respostas para “trocar figurinhas” e criticar o trânsito, que hoje não teria fiscalização, na atual gestão de Arthur. Em sua vez, Henrique afirmou que o atual prefeito fez as propostas, mas que jogou todas ao vento, por não tê-las realizado. José acusou o candidato à reeleição de ter assinado contratos com empresas que estariam envolvidas nos escândalos de desvio do recurso da área da saúde.

O segundo bloco começou com Arthur, que ganhou o direito de resposta contra as acusações de José Ricardo no primeiro bloco. Em seu discurso, ele disse que o petista confundiu o governo municipal com o governo do Estado, que, para ele, está totalmente envolvido com a operação da Polícia Federal.

Na continuidade do bloco, em que haveria perguntas e respostas entre candidatos com tema livre, Henrique Oliveira mais uma vez questionou Arthur, pegando um gancho do questionamento de Serafim sobre iluminação no primeiro bloco e relembrando o prefeito das propostas que o tucano apresentou nas eleições de 2012, quando foi eleito. Em sua fala, ele disse que Brasília sente falta de Arthur, elogiando-o como um grande parlamentar, quando foi senador, mas que, como prefeito, falhou ao não construir as creches como havia prometido quando foi eleito.

Na réplica, Arthur afirmou que fez 14 creches, quando Manaus não tinha nenhuma, e em seguida brincou, dizendo que Henrique está ansioso para votar nele e que se for voltar para o Senado, vai cobrar o voto.

Em seguida, foi a vez de Arthur e Hissa “trocarem figurinhas” para criticar as alianças que supostamente Marcelo Ramos está escondendo de, que possivelmente estão envolvidas em corrupção, referindo-se ao governador do Estado, José Melo (Pros).

Críticas por ‘apoio’ de Melo a Ramos

No terceiro bloco, o candidato Silas Câmara perguntou para Henrique sobre a situação do saneamento básico, e, em resposta, Henrique afirmou que a concessionária que cuida dessa questão e do fornecimento de água deva tomar cuidado porque, segundo ele, se for eleito, quebrará o contrato e dará garantia de emprego aos trabalhadores da empresa, realocando-os na concessionária que a substituirá.

No quarto e último bloco, destacou-se a pergunta de Hissa para Marcelo, sobre as verdadeiras alianças que ele possui na sua campanha, em questionamento, novamente, sobre o possível apoio de Melo à candidatura do republicano.

Em resposta, Marcelo agradeceu a pergunta e explicou que o governador afirmou, em depoimento, que não iria se meter nas questões políticas por causa da crise econômica que atingiu o Estado. E aproveitou para citar Arthur, que, segundo ele, até as vésperas das convenções tinha Melo como aliado. Logo em seguida, todos os prefeituráveis fizeram suas considerações finais.

Todos os sete participantes do debate aproveitaram para agradecer aos telespectadores por ter ficado acordado até tarde prestigiando o debate e as suas principais propostas para a cidade.

Aproveitaram, também, para pedir voto do eleitor, principalmente aos que ainda estão indecisos.

O mais incisivo em sua despedida foi Serafim Corrêa, que, ao final de sua fala, acentuou a voz e disse: “Vote no 40”. Um próximo debate, agora, somente no segundo turno das eleições, em 28 de outubro.

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