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Ufam adia início do período letivo do segundo semestre

No próximo dia 14, o Consuni se reúne para apreciar o documento elaborado pela comissão - foto: divulgação

No próximo dia 14, o Consuni se reúne para apreciar o documento elaborado pela comissão – foto: divulgação

Após mais de seis horas de debate, o Conselho Universitário (Consuni) acatou a proposta da Associação dos Docentes da Ufam (Adua) de adiar o início do período letivo 2015/2, previsto para a próxima terça-feira (8).  A instância máxima da universidade deliberou ainda que uma comissão composta por docentes, técnico-administrativos e discentes seja criada para construir uma proposta relativa ao tema. No próximo dia 14, o Consuni se reúne para apreciar o documento elaborado pela comissão.

A inclusão do impasse sobre o calendário acadêmico na Universidade Federal do Amazonas (Ufam) na pauta do Consuni foi sugerida na última quarta-feira (2), pelo presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), professor José Alcimar de Oliveira e aprovada por unanimidade pelos conselheiros, após exclusão de dois pontos da pauta da reunião.

Há quase dois meses a instância máxima deliberativa da instituição estava silenciada por força judicial. O debate sobre o calendário ocorreu na tarde desta quinta-feira (3), no auditório Samaúma, da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), setor sul do Campus Universitário.

“Consideramos que o Consuni é a instância superior de diálogo desta instituição. Tendo em vista o impasse e a instabilidade gerada pelo anúncio do novo calendário acadêmico, proponho a inclusão deste ponto na pauta”, disse Alcimar, durante pronunciamento na reunião. “Seria uma grave omissão se este Conselho se negasse a discutir o assunto”, complementou.

O primeiro vice-presidente da Adua, Lino João de Oliveira Neves; a coordenadora-geral do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Superior do Amazonas (Sintesam), Crizolda Araújo; a diretora do Instituto de Educação, Agricultura e Meio Ambiente (IEAA), professora Elizabeth Tavares Pimentel; o diretor da Faculdade de Ciências Agrárias (FCA), Neliton Marques; a diretora da Faculdade de Tecnologia da Ufam (FT), Patrícia Braga; a diretora da Faculdade de Psicologia (FAPSI), Iolete Ribeiro; e o discente do 8º período de Administração, Tiago Sartt, compõem a comissão responsável por elaborar uma proposta de reposição das aulas, cuja implementação deverá ocorrer antes do início do período 2015/02.

O avanço das negociações entre o governo federal e o movimento paredista deverá ser levado em consideração pela comissão durante a elaboração da proposta de reposição das aulas.

Prejuízos

Uma análise crítica da proposta de minuta divulgada na semana passada pela Administração Superior da universidade foi realizada pelo Comando Local de Greve (CLG) da Adua, no segundo dia de reunião do Consuni.

O documento, divulgado no portal da Ufam, aponta a realização simultânea de dois calendários no segundo semestre de 2015. A finalidade do plano é atender as demandas tanto daqueles que aderiram à greve como aqueles que resolveram paralisar as atividades.

Por outro lado, conforme demonstra a análise do CLG, tais medidas acabariam por prejudicar os alunos. Entre as consequências, destaca-se a formação acadêmica fragmentada, o que comprometeria o projeto pedagógico, risco de jubilamento e gastos adicionais com moradia e alimentação, por exemplo.

O reflexo do impasse sobre atividades como o programa de mobilidade estudantil, monitoria e iniciação científica também foi questionado pelos participantes.

Com informações da assessoria de comunicação

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