Dia a dia

UEA cria parceria com instituto Alemã para desenvolver pesquisas em diversas áreas

Mesmo sendo visto como prioridade, o orçamento do projeto com instrumentos para saúde, ainda não foi definido pelo Estado - foto: divulgação

Mesmo sendo visto como prioridade, o orçamento do projeto com instrumentos para saúde, ainda não foi definido pelo Estado – foto: divulgação

Uma parceria entre a Universidade do Estado do Amazonas (EUA) e o Instituto Alemão Fraunhofer – Gesellschaft, firmada em termo de cooperação técnica, está desenvolvendo pesquisas com o objetivo de lançar novas tecnologias aplicadas nas áreas de informação da comunicação, sistemas integrados, eletrônicos e principalmente na de saúde, para encurtar o tempo da divulgação dos diagnósticos de paciente portadores de doenças virais, como o zika vírus ou a doença de Chagas.

Na manhã de ontem, pesquisadores alemães e representantes de diversos setores da UEA, estiveram reunidos para discutir ajustes dos estudos que já tiveram início em pelo menos 10 projetos. Mesmo sendo visto como prioridade, o orçamento do projeto com instrumentos para saúde, ainda não foi definido pelo Estado.

De acordo com o reitor da UEA, Cleinaldo Costa, a equipe está trabalhando fortemente no novo cenário, instalado dentro da instituição, onde integra duas escolas, sendo elas, a de engenharias, da Escola Superior de Tecnologia (EST) e a de Saúde, que agrega vários cursos na área.

Cleinaldo explicou que neste momento, a discussão se dá a respeito da integração dessas duas áreas na produção de biocomponentes. O foco do encontro desta segunda-feira foi o desenvolvimento de sistemas eletrônicos para diagnósticos precoce de doenças, no tempo máximo de um minuto.

Na ocasião foi apresentando um equipamento desenvolvido pelo Franhoufer, em parceria com outras universidades brasileiras e com a Fundação FioCruz, responsáveis pelos diagnósticos. “A nossa perspectiva é que esses estudos deem certo nos próximos meses, de forma que os trabalhos comecem urgentemente.  Oferecemos um espaço para os pesquisadores alemães dentro da UEA, em troca, a equipe da Franhoufer irá estruturar o ambiente com equipamentos de ponta, o que irá facilitar os estudos aqui na região. Hoje a UEA tem 43 acordos de cooperação firmados com diversos institutos internacionais”, disse.

Os projetos serão desenvolvidos em Manaus, naturalmente com apoio dos pesquisadores alemães da Franhoufer, e eventualmente algum estudo poderá ser desenvolvido na Alemanha, na medida da parceria, ressaltou o reitor. De acordo com ele, alguns pesquisadores virão a Manaus para acompanhar as pesquisas, e da mesma forma, alguns especialistas amazonenses também deverão passar uma temporada na Alemanha, dentro do contexto do trabalho conjunto que irão  desenvolver as novas tecnologias.

O reitor destacou ainda que neste cenário, a principal questão a ser realizada é a aplicação da ciência que gera um produto que irá interferir diretamente na vida da população. Esses projetos devem oferecer um produto que seja atrativo para as indústrias, para que as empresas possam produzir em escala maiores.  A partir desse pensamento, o avanço chegará a população.

“A medida que a universidade por meio de parcerias encurta esse tempo entre o pensar, o fazer o projeto, executar a ideia e ter um resultado, a empresa incuba isso, e passa a produzir esse resultado. A gente começa a falar em atendimento da população de forma muito mais rápida. Então esse é o papel, de gerar um conhecimento e produzi-lo em escala. O nome disso é inovação, que sai do papel e atingi a população e a beneficia”, finalizou.

Por Gerson Freitas

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